Quarentena fez explodir busca por casas de campo em condomínio de luxo

A crise acarretada pela pandemia e a necessidade de quarentena não derrubaram um setor ultra-exclusivo. Na verdade, a necessidade de isolamento social aqueceu o mercado de condomínios de campo luxo, formado por terrenos e residências que podem atingir facilmente valores acima de 10 milhões de reais. Condomínio mais sofisticado do Brasil, o Fazenda Boa Vista, localizado na cidade de Porto Feliz, interior de São Paulo, nunca esteve tão cheio como agora.

Alguns dos empresários que lá têm belíssimas residências, como João Adib Marques, José Luiz Egydio Setubal, Nizan Guanaes e Zeca Rudge, decidiram fazer da casa de campo a casa oficial da quarentena. E, para aqueles que podem, esses tempos malucos fez despertar a vontade de ter um lar distante de centros urbanos. Os corretores do lugar nunca deram tanto expediente, dando detalhes de plantas de terrenos, casas já prontas e formas de pagamento. Dados de abril e maio ainda não foram divulgados, mas quem conhece bem esse mercado sabe que são bastante promissores. Procurado por VEJA, a empresa JHSF, responsável pelas vendas na área, admite que a procura aumentou muito neste período.

O isolamento do país aos olhos do mundo, o chefe do serviço paralelo de informação de Bolsonaro e mais. Leia nesta ediçãoVEJA/VEJA

As vendas no primeiro trimestre de 2020 cresceram 143% em relação ao mesmo período do ano passado. Dos 885 lotes, cerca de 150 continuam vagos. O sucesso atual das vendas do Boa Vista fez a JHSF anunciar em dezembro o lançamento do Boa Vista Village, logo ao lado. A novidade: prédios de até três pavimentos a partir de 133 metros quadrados e de 2,2 milhões de reais para cima. Terá campo de golfe, hotel e piscina com ondas de até 2,75 metros de altura e 22 segundos de duração para cativar surfistas do campo.