Edir Macedo e Universal reagem a insurreição de bispos em Angola

Na segunda, 22, dezenas de bispos tomaram conta de templos da Universal em Luana e Benguela, entre outras cidades da Angola, em um levante inédito contra as lideranças escolhidas por Edir Macedo, que trata o episódio como um “golpe”. Entre os motivos para o levante no país africano, os bispos insurgentes citam evasão de divisas, abuso de autoridade e racismo. O braço angolano da Igreja Universal emitiu nesta terça, 23, um comunicado para apresentar sua defesa sobre a insurgência inédita na história da entidade de Edir Macedo. “Para confundir a sociedade angolana, invasores espalham mentiras absurdas”, diz o texto.

A Universal dá outra versão. Afirma, na verdade, ter sido vítima de “invasores”, todos eles ex-pastores e ex-bispos da entidade, expulsos por má conduta e desvios morais. “A Igreja Universal do Reino Deus está presente em Angola, oficialmente reconhecida desde 17 de julho de 1992, com atualmente 512 pastores, dos quais 419 angolanos, 65 brasileiros, 24 moçambicanos e 4 são-tomenses. A Igreja Universal sempre se pautou pelo amor ao próximo, moralidade, civismo e respeito às autoridades constituídas”, diz o comunicado.

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“A Igreja viu-se invadida em Luanda, Benguela, Huambo e Malange por um grupo de ex-pastores desvinculados da instituição por práticas e desvio de condutas morais e em alguns casos criminosas contrárias aos princípios cristãos exigidos de um ministro de culto, os mesmos tomados por um sentimento de ódio utilizaram de ataques xenófobos, agrediram e feriram pastores, esposas de pastores e funcionários, usando a violência com objetivo de tomar de assalto a igreja com propósitos escusos”, segue o texto.

A Universal contatou a polícia local para reaver o controle das dezenas de templos.