Pandemia vip: a fila de Porsches em restaurante badalado em São Paulo

No fim de semana, o badalado chef e empresário Rodolfo de Santis postou em suas redes sociais que iria abrir três novos negócios. Foi massacrado e acusado de insensibilidade pelo fato de a economia como um todo, e em especial o setor de gastronomia, estar passando por um colapso sem precedentes causado pela pandemia. Além disso, muitas pessoas denunciaram que o Nico Cucina, um dos restaurantes italianos mais estrelados de São Paulo e carro-chefe de seu grupo, estaria operando às escondidas. Ele nega. O Nino Cucina é frequentado pela alta sociedade e celebridades, de Lala Rudge a Luciana Gimenez. A fila de espera por uma mesa chegava a durar três horas no mundo pré-coronavírus. Na entrevista a seguir, o chef diz que tudo não passou de um tremendo mal-entendido:

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O senhor tem aberto durante a pandemia? Somos uma empresa grande e sólida, com 330 funcionários. Não demiti nenhuma pessoa sequer, seja da cozinha ou da faxina. Na verdade, o Nino tem trabalhado com o esquema de delivery e retirada. Graças a Deus, o negócio está indo muito bem e tem me deixado feliz. Tenho muitos clientes que têm Porsches, Ferraris… Só no domingo (dia 28), havia três Porsches na porta do Nino. Muitos clientes têm esses carros, o que chama a atenção. Eles abraçam nosso gerente, conversam na calçada ou dentro do carro enquanto aguardam a comida ficar pronta. Por ter gente na porta, pensam que estamos abertos.

Há quem diga que o senhor serviu bebidas e petiscos enquanto as pessoas aguardam. Não é verdade. O nosso delivery supre 20% do faturamento da empresa. Antes da pandemia, nossa receita era de 1,5 milhão de reais por mês. Acho injusto esses comentários. Vamos contratar pessoas com as novas casas, que serão abertas quando for permitido, daí vem essa maldade de me atacar. Se causo inveja em pessoas do mercado, a minha resposta será trabalhar.