Ticiana Villas Boas sai do casulo três anos após delação de Joesley

Em 2017, assim que vieram à tona as gravações feitas por seu marido, Joesley Batista, com o então presidente Michel Temer, afundando o país em uma crise sem precedentes, Ticiana Villas Boas deixou de apresentar o Bake Off Brasil, reality de confeitaria do SBT, e sumiu das redes e da vida social. Há duas semanas, ela pôs fim à quarentena. Em sociedade com a amiga Tatiana Amorim, abriu uma estupenda loja de mobiliário brasileiro contemporâneo em São Paulo, chamada +55 Design.

Com projeto do estrelado arquiteto Arthur Casas, o empreendimento não saiu por menos de 10 milhões de reais e vende peças exclusivas e muito bonitas de nomes como Marcio Kogan e Guto Requena. No período de sumiço, Ticiana descreveu às amigas que sair de cena exigiu um alto preço para alguém acostumado aos bons luxos da vida. Numa postura low profile, deixou completamente de ir a festas, onde usava joias nababescas, e reduziu as viagens, com receio de ser hostilizada. Aos mais chegados, enviava fotos dos filhos em grupos de Whats­App.

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Jantares só ocorriam em um círculo bem restrito de amigos, do qual fazia parte o jornalista Ricardo Boechat, morto em um acidente de helicóptero em fevereiro de 2019. A previsão de Ticiana era abrir a loja de mobiliário em março, mas daí veio a Covid-19, que forçou o adiamento do plano. Durante a pandemia, o refúgio escolhido foi a Bahia, onde ficou entre abril e maio na companhia dos dois filhos. Agora, em paralelo à abertura da +55 Design, Ticiana tem conversado com o SBT para voltar a ter um programa na emissora. Recentemente, a reportagem de VEJA esteve na loja e deu de cara com Joesley Batista, de máscara e bem mais grisalho, fazendo um tour com um arquiteto. O amor é lindo, assim como os sofás feitos com madeiras certificadas, que chegam fácil ao custo de 50 000 reais.

Fachada da loja 55-Design, onde Ticiana Villas Boas é uma das sócias-fundadoras, em São Paulo: fim da quarentena após a delação-bomba de JoesleyKaio Lakaio/VEJA

Publicado em VEJA de 15 de julho de 2020, edição nº 2695