Menino leva 90 pontos após salvar irmã de ataque de cachorro

O pequeno Bridger Walker, de 6 anos, chamou atenção com uma história contada nas redes sociais de sua tia, Nicole Walker. No texto a mulher afirma que o menino se jogou na frente de sua irmã para salvá-la do ataque de um cachorro, e acabou levando 90 pontos por mordidas que recebeu no rosto.

Ela conta que o caso ocorreu no dia 9 de julho, nos Estados Unidos. Depois de interromper o animal, Bridger continuou sendo mordido no rosto e na cabeça, enquanto corria tentando se desvencilhar do bicho. “Se alguém tinha que morrer, deveria ser eu”, disse ele para a tia. No texto Nicole conta que o animal pertence a um vizinho e amigo da família.

O menino passa bem e se recupera do episódio descansando em casa. No post, Nicole publicou um carrossel com várias fotos dos irmãos:

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Hey, all. Please, share my nephew’s story so that it gets as much exposure as it can. We know that our little hero would love some words of encouragement from his favorite heroes. On July 9th, my six year old nephew Bridger saved his little sister’s life by standing between her and a charging dog. After getting bit several times on the face and head, he grabbed his sister’s hand and ran with her to keep her safe. He later said, “If someone had to die, I thought it should be me.” After receiving 90 stitches (give or take) from a skilled plastic surgeon, he’s finally resting at home. We love our brave boy and want all the other superheroes to know about this latest hero who joined their ranks. @tomholland2013 @chrishemsworth @robertdowneyjr @markruffalo @prattprattpratt @twhiddleston @chadwickboseman @vindiesel @chrisevans EDIT: I just finished visiting with Bridger at his home. His wounds are looking so much better! He’s in great spirits, and his awesome personality is intact. He can’t smile too widely yet, but he was grinning as I read some of your comments to him. I’d also like to mention here that the dog’s owners are really great people who have been nothing but kind to Bridger and his family. We feel no resentment toward them at all, and—if anything—there’s only been an increase of love between our families as a result of this incident. EDIT 2: Once again we’re blown away by the amazing comments and messages that Bridger’s receiving. I’ve had lots of inquiries about a GoFundMe. Bridger’s family has asked that any one wishing to help out financially can, instead, donate to @mission_22 or @wwp. Bridger is also a huge fan of Science, especially Geology. So I’m going to start a post where people can share with him pictures of cool rocks that they see. EDIT 3: Once again, everyone’s kindness has meant so much to us. I’m trying to get to all of the messages that I can, but it may take some time. For those who have inquired about sending Bridger some rocks, here’s the address to use: Bridger Walker P.O. Box 22141 Cheyenne, WY 82003 #BridgerStrong

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A história viralizou e os dois posts sobre o episódio contam juntos com quase 1 milhão de curtidas. Além de milhares de usuários do Instagram emocionados com a coragem do menino, Bridger chamou atenção também de alguns famosos. Entre eles Mark Ruffalo, que desejou melhoras. “Eu li sobre o que aconteceu com você. Pessoas que priorizam o bem estar do próximo mais do que o delas mesmas são as mais heroicas que eu conheço. Com admiração, Mark Ruffalo (Bruce Banner/ Hulk/ Professor).

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Nicole relatou que a família recebeu várias tentativas de contato com ofertas de doações. Ela pediu para que os seguidores, ao invés de destinarem fundos para Bridger, levem as boas intenções para instituições que fazem pesquisas científicas, um dos assuntos favoritos do seu sobrinho.

 

 

 

Cozinheiro que perdeu dedo dentro de esfiha está abalado, diz família

O funcionário da lanchonete de 55 anos que teve parte do dedo amputado quando cortava calabresa está afastado do trabalho e muito abalado com o caso. O acidente aconteceu na quarta-feira (8) em uma lanchonete na Zona Norte de São Paulo e ganhou repercussão após um adolescente de 14 anos encontrar o pedaço de dedo humano dentro de uma esfiha. O caso aconteceu no sábado (11) e a lanchonete foi fechada.

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“Ele tinha ficado três meses sem trabalhar por causa dessa pandemia e voltou ao trabalho no fim de semana, aí foi fazer qualquer serviço que mandavam, aí aconteceu o acidente. Foi horrível, ele está muito abalado e tentando superar o que aconteceu”, disse uma mulher que atendeu ao celular do cozinheiro ao G1. Ela preferiu não se identificar. “Ele não tem registro, mas nesse sentido não temos o que falar, pois o dono da lanchonete está dando todo suporte que ele precisou até agora”, disse ela.

O jovem que comprou a esfiha deve ser indenizado, segundo o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec). O adolescente chegou a colocar o pedaço do dedo na boca.

Vídeo mostra PMs imobilizando rapaz em manifestação: “não consigo respirar”

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma abordagem policial durante uma manifestação que ocorreu nesta terça-feira (14). O ato, que passou pela Avenida Rebouças, em Pinheiros, era de apoio à greve de motociclistas marcada para o dia 25 de julho. A filmagem viralizou e causou revolta entre os internautas.

A gravação mostra dois agentes rendendo um motoboy. Enquanto eles derrubam o homem no chão, um dos policiais aplica uma gravata, e o rapaz grita: “Não consigo respirar! Não consigo respirar”. Ao fundo, o homem que filmava diz: “Olha aí a polícia, rapaziada do Brasil, olha como é a polícia do nosso país. Vai matar o cara”.

Procurada pela Vejinha, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que a abordagem ocorreu nesta terça, por volta das 13h40. Diz que “ao visualizar o motociclista em cima da calçada e com a placa encoberta, a equipe policial deu ordem de parada e iniciou a abordagem”. Afirmam que o rapaz ofereceu “resistência, sendo contido”. “Foi constatado que ele está com a habilitação vencida desde 2019”, diz o texto da pasta.

A ocorrência foi registrada no 14º DP e foi elaborado um termo circunstanciado de resistência. “A motocicleta foi apreendida administrativamente e a autoridade policial solicitou exames de corpo de delito aos policiais e ao rapaz, e encaminhou o caso ao Juizado Especial Criminal (Jecrim)”, finaliza a SSP.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, está internado com Covid-19

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, testou positivo para a Covid-19 e está internado no Hospital Sírio Libanês. O resultado do exame foi divulgado na terça-feira (14).

Skaf afirmou em nota que “havia realizado testes molecular e sorológico na sexta-feira (11), e ambos haviam dado negativo. Na segunda-feira (13), à noite, porém, sentiu-se indisposto, teve febre e teve a indicação de refazer os exames.”

“Por orientação médica, permanece internado no Hospital Sírio Libanês, por apresentar pneumonia leve. Ele está sendo acompanhado pelos médicos José Medina e David Uip e Roberto Kalil Filho”, prossegue a nota.

“O empresário Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, deu entrada hoje no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com diagnóstico confirmado de Covid-19. O paciente se encontra bem, internado em Unidade de Tratamento Clínico. Até o momento, não há previsão de alta”, diz nota do Hospital. 

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A assessoria de imprensa de Paulo Skaf afirmou que ele se encontrou com Jair Bolsonaro no dia 3 de julho. No dia 7 de julho, o presidente testou positivo para o vírus. Desde então, Skaf estava em isolamento social.

 

Justiça de São Paulo decreta falência da Avianca

A Justiça de São Paulo decretou a falência da Avianca Brasil. A empresa, que se encontrava em recuperação judicial desde dezembro de 2018, acumulava dívidas de mais de R$ 2,7 bilhões.

Na decisão, proferida ontem (14), o juiz Tiago Limongi, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, acatou pedido da própria empresa que disse que, devido à inatividade da companhia aérea, tornou-se inviável cumprir o plano de recuperação judicial.

Ao pedir a recuperação judicial, a empresa disse que, entre os motivos de sua crise econômico-financeira, estavam a forte recessão econômica enfrentada pelo país desde meados de 2014, aliada ao aumento do combustível e à variação do câmbio, assim como a greve dos caminhoneiros de maio de 2018, que causaram impacto drástico no seu fluxo de caixa.

Em maio do ano passado, a Avianca deixou de operar voos, após decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A medida foi adotada depois de a companhia ter sido forçada, por decisões judiciais, a devolver os aviões de sua frota às empresas de leasing proprietárias das aeronaves.

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De acordo com o plano de recuperação judicial, os ativos e slots (permissões para operar decolagens e pousos) da Avianca foram divididos em sete Unidades Produtivas Isoladas (UPIs). Seis delas correspondem essencialmente aos slots nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos (em São Paulo) e Santos Dumont (no Rio de Janeiro). A outra UPI trata do programa de fidelidade da Avianca, o Amigo.

Em junho do ano passado, a empresa teve a outorga para exploração de serviços aéreos suspensa pela Anac. O motivo foi o descumprimento do contrato de concessão, fazendo com que todos os slots fossem retomados pela Anac para redistribuição.

Em julho, a Anac decidiu redistribuir os 41 slots da Avianca em Congonhas para outras empresas. As novas empresas, Azul, Passaredo e Map conseguiram a autorização para operar os voos em agosto. A decisão da Anac enterrou uma das principais estratégias da empresa em seu plano de recuperação judicial, que era leiloar os slots de Congonhas.

Na decisão, o magistrado diz que a administradora judicial da Avianca informou sobre o esvaziamento completo da atividade da empresa, “considerando as ordens judicias que redundaram na retomada de todas as aeronaves da companhia”, além da redistribuição administrativas dos slots que constituiriam as UPIs pela Aanac.

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“[A Administradora] ressalta que a redistribuição dos slots da companhia pela ANAC, esvaziou as UPIs alienadas em cumprimento ao plano de recuperação judicial, o que redundou na indisponibilidade dos recursos que seriam destinados ao pagamento dos credores. Requereu, assim, a convolação da recuperação judicial em falência”, acrescentou o juiz que que deu 60 dias para que a empresa apresente a relação dos seus ativos.

Whatsapp apresenta falhas e sai do ar

O WhatsApp apresentou falhas nesta terça-feira (14). Usuários usaram o Twitter para reclamar dos problemas. O serviço ficou inativo na versão web, mas afetou também o aplicativo no celular, segundo relatos. 

De acordo com o site Downdetector, que monitora o funcionamento de serviços online, por volta das 16h40 o serviço de mensagens caiu. A plataforma registrou um pico com mais de 16 mil reclamações, sendo a maior parte vinda de países da Europa e da América, incluindo o Brasil.

As principais reclamações são de problemas relacionados à conexão e ao envio e recebimento de mensagens.

Jovem que encontrou dedo em esfiha deve ser indenizado, diz Idec

Um adolescente de 14 anos se surpreendeu ao encontrar um pedaço de dedo humano dentro de uma esfiha que pediu através de delivery. A lanchonete fica na Zona Norte e o dono alegou que o cozinheiro havia decepado o dedo enquanto cortava a calabresa. O caso aconteceu no sábado (11) e a lanchonete foi fechada.

Para o coordenador da área jurídica do Idec, Christian Printes, o jovem tem de ser indenizado. As informações são do portal G1.

“O consumidor não só pode, como deve pedir indenização. A presença de ‘corpos estranhos’ em alimentos é tema recorrente no Poder Judiciário, tendo chegado ao Superior Tribunal de Justiça em muitos casos. Fato é que, apesar de ter ocorrido o acidente de trabalho com o funcionário da esfiharia, houve quebra do dever de cuidado, anexo à relação de consumo, o que gerou um risco à saúde e segurança do consumidor”, disse em nota.

“A presença de dedo humano dentro do alimento torna o produto totalmente impróprio ao consumo. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) é claro nestes tipos de situação em garantir a responsabilização do fornecedor e de garantir a justa indenização.” 

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O adolescente chegou a colocar o pedaço do dedo na boca. O caso será investigado pelo 9º DP (Carandiru) como crime contra as relações do consumo, perigo para a vida ou saúde de outro, localização/apreensão de objeto e lesão corporal culposa.

PC Siqueira: polícia faz busca e apreensão na casa do youtuber

Na manhã da última segunda-feira (13), a Polícia Civil de São Paulo cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de Paulo Cezar Goulart Siqueira, o PC Siqueira. As informações são do G1.

Ele é investigado após um perfil no Twitter vazar prints de conversas em que ele teria afirmado que recebeu fotos de uma criança de 6 anos nua.

Nas redes sociais, o youtuber publicou um texto em que cita uma “articulação criminosa” para tentar acusá-lo de “algo terrível”. Ele diz que jamais cometeu ou cometeria o crime.

O caso

Em 10 de junho um perfil no Twitter expôs uma suposta troca de mensagens entre PC Siqueira e um amigo em que o youtuber teria dito que recebeu fotos de uma criança, enviadas pela própria mãe. PC Siqueira disse que ficou muito abalado e que as imagens eram fake news para incriminá-lo.

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Depois, supostos áudios também foram vazados. Neles, PC teria dito que “deve ter um traço” de pedofilia. “É muito bizarro, porque, antes de ontem, eu fui acusado de racismo. Agora, eu vou ser o pedófilo, porque… É, eu meio devo ter um traço disso, porque eu olhei a bunda de uma menina e, no meio da situação, do sexo virtual, aquilo lá me deixou arroused [excitado]”.

“Estamos perplexos e decepcionados”, disseram Cauê Moura e Rafinha Bastos, que participavam do canal Ilha dos Barbados com PC Siqueira. Eles cancelaram o projeto. Dias depois, o youtuber apagou seu canal no Youtube, um dos mais famosos no Brasil.

Bolsonaro prorroga programa de redução de salários e jornada

O presidente Jair Bolsonaro prorrogou os prazos de redução de jornada e de salário e de suspensão temporária do contrato de trabalho no âmbito do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, criado pelo governo para diminuir os efeitos econômicos e sociais causados pela pandemia de Covid-19. O Decreto nº 10.422/2020 foi publicado hoje (14) no Diário Oficial da União.

O prazo máximo para os acordo de redução proporcional da jornada de trabalho e de salário, que era de 90 dias, agora será de 120 dias. Já o prazo para a suspensão temporária do contrato de trabalho, que era de 60 dias, também passa a ser de 120 dias.

A possibilidade de prorrogação já estava prevista na lei que institui o programa. As medidas têm objetivo de diminuir as despesas das empresas em um período em que estão com atividades suspensas ou reduzidas.

O decreto diz ainda que a suspensão do contrato de trabalho poderá ser de forma fracionada, em períodos sucessivos ou intercalados, desde que sejam iguais ou superiores a dez dias.

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Trabalho intermitente

O programa também estabelece o pagamento de um benefício emergencial de R$ 600, por três meses, para os empregados com contrato de trabalho intermitente formalizado até 1º de abril, data da publicação da Medida Provisória 936, que originou o programa.

De acordo com o decreto publicado nesta terça-feira, o governo pagará este benefício por mais um mês, totalizando quatro parcelas.

O benefício emergencial não pode ser acumulado com o auxílio emergencial, pago pelo governo a trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados. Nesse caso, os trabalhadores com contrato intermitente terão direito àquele que for mais vantajoso.

Entregadores de aplicativo paralisam atividades e fazem ato em São Paulo

Entregadores de aplicativos realizam nesta terça-feira (14), na capital paulista, uma nova paralisação para pleitear melhores condições de trabalho. A pauta de reivindicações é a mesma do movimento ocorrido em 1ª de julho, e inclui aumento do valor repassado pelas plataformas, por entrega realizada ou por quilômetro rodado, além do fim do sistema de pontuação que é atribuída a eles depois que um serviço é concluído.

A categoria também pede que empresas como Ifood e Rappi ampliem a segurança dos trabalhadores, firmando contratos de seguros de vida, contra acidentes e contra roubo e furto das motocicletas. Outras demandas incluem medidas preventivas contra a Covid-19, como fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI) e a disponibilização de endereços fixos para que possam esterilizar as motocicletas e os demais instrumentos de trabalho, evitando a infecção pelo novo coronavírus. Tais pontos já haviam sido recomendados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em meados de março.

Um grupo de manifestantes está concentrado, desde às 9h, em frente à sede do Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas Intermunicipal do Estado de São Paulo (SindimotoSP), mais conhecido como Sindicato dos Motoboys. De lá, eles seguem até o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, localizado em Barra Funda, zona oeste da cidade. No local de destino final, a entidade representativa participará, às 16h, de uma audiência de conciliação com 13 empresas de aplicativos e o MPT, mediada pelo TRT.

Legislação vigente

De acordo com o SindimotoSP, há, ao menos, três leis em vigor que já respaldam a categoria: a Lei nº 12.009, que regulamenta as atividades de motofrete; a Lei nº 12.997, que classifica como perigosas as atividades de trabalhadores que utilizam motocicletas; e a Lei nº 12.436/2011, que proíbe empregadores de estimular competição entre motociclistas, com o objetivo de elevar a quantidade de entregas. Para o presidente interino do sindicato, Gerson Cunha, a mesa de negociação marcada para esta terça-feira deverá servir para que a legislação existente seja, de fato, cumprida.

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“Já está judicializada a questão. Já temos ação civil pública julgada pelo tribunal. Agora, referente à paralisação de hoje, a todo o contexto, as empresas não mudaram nada, continuam agindo da mesma forma. Hoje a gente ainda espera que o tribunal ponha uma norma, crie uma regra pra esses aplicativos, pelo menos quanto ao valor da entrega ou do quilômetro rodado”, afirma.

Ele explica que profissionais com carteira assinada, ou seja, que foram contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), assim como microempreendedores individuais (MEI), aderiram à paralisação porque a perda de garantia de direitos se estende a todos, não ficando restrita aos motoboys que trabalham por aplicativo, algo próprio da chamada gig economy ou economia freelancer. “Toda a categoria já estava mobilizada, porque a precarização vem prejudicando todos esses trabalhadores. No caso dos CLT, estamos com cinco dissídios parados, sem conseguir reajuste [salarial]”, diz.

Sobre denúncias feitas por trabalhadores que alegaram ter sido bloqueados dos aplicativos após aderirem à paralisação do início do mês, Gerson Cunha disse que a tendência é que as empresas de aplicativo abandonem essa prática, por ver que o movimento tem ganhado força. “É até uma estratégia deles de não bloquear os trabalhadores, porque sabem que, se bloquear, o sindicato vai estar apontando isso”, argumenta Cunha.

Muito suor, pouca remuneração

Um estudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) entrevistou 298 motoboys e verificou que mais de 57% têm jornada de trabalho superior a nove horas diárias. Apesar de o expediente já ser longo, aumentou ainda mais durante a crise sanitária de Covid-19 para 62% deles. Além disso, a maioria (78,1%) descansa pouco ou quase nada, já que trabalha seis ou sete dias por semana. Apesar de batalhar bastante, 58,9% tiveram renda reduzida, com a pandemia.

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Resposta

O Ifood encaminhou nota à Agência Brasil em que informa que distribui EPIs aos entregadores inscritos na plataforma desde abril e, atualmente, toda a rota do aplicativo tem um ganho mínimo de R$ 5, mas que “a média é muito superior, ficando em cerca de R$ 9”. Sobre os seguros, a empresa informa que já oferece gratuitamente o seguro de vida e o de acidentes e que “os parceiros” (como a empresa se refere aos trabalhadores) podem contratar seguros com desconto, desde que seja com uma seguradora associada.

Sobre o bloqueio de trabalhadores do aplicativo, o Ifood esclarece que “tem regras de desativação claras e um processo de análise de revisões cuja palavra final é dada por pessoas e não por robôs” e que “não tem nenhum sistema de pontuação dos entregadores, nem usa estratégias de gamificação”.

A Rappi informa que, desde o início da pandemia, também tem adotado protocolos de segurança para os entregadores parceiros e que mapeia os pontos onde há maior demanda pelos serviços para ajudá-los a ter acesso a melhores oportunidades. Segundo a empresa, “o valor do frete varia de acordo com o clima, dia da semana, horário, zona da entrega, distância percorrida e complexidade do pedido” e “quase metade dos entregadores parceiros passa menos de 1 hora por dia conectada ao aplicativo”.

“A Rappi também oferece, desde o ano passado, seguro contra acidente pessoal, invalidez permanente e morte acidental. Importante lembrar que não há necessidade de se inscrever ou se cadastrar no seguro, todos os entregadores parceiros que estiverem em pedido da Rappi estão automaticamente assegurados”, diz, acrescentando que “sob nenhuma hipótese os entregadores parceiros são bloqueados por exercer o seu direito de manifestar-se”.