Frente fria e ciclone no Sul provocam ventania na capital

A cidade de São Paulo é alvo de ventanias na tarde desta quarta-feira (8). O fenômeno climático, que pode levar a rajadas de até 70 quilômetros por hora em todo o estado, ocorre por conta de dois fatores: a frente fria que começa a avançar por aqui e um ciclone extratropical no litoral do Rio Grande do Sul (RS).

De acordo com o Instituto Climatempo, o ciclone não é motivo de preocupação para os paulistanos. A tendência é que ele avance na direção do oceano, e se dissipe por lá. A frente fria, no entanto, deve causar uma mudança de temperatura nos próximos dias.

Apesar do baixo impacto por aqui, o ciclone provocou estragos no RS entre terça (7) e quarta (8), causando alagamentos em cidades gaúchas e deixando, até o momento, um morto por conta de um deslizamento de terra em Caxias do Sul.

Em São Paulo, a frente fria mudou a direção dos ventos no estado, que se intensificam. Ainda no final da tarde será possível observar a chegada de nuvens na capital. As pancadas de chuva, no entanto, devem ocorrer somente a partir da manhã de quinta-feira (9). O próximo dia terá também uma temperatura mais baixa: máxima de 20ºC e mínima de 14ºC.

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Nas redes sociais, paulistanos relataram falta de energia na Zona Sul da cidade depois do início das rajadas de vento. A Vejinha procurou a Enel, que afirmou que um problema em uma subestação de energia ocasionou o problema para residentes da Zona Sul e do ABC. “A companhia acrescenta que o fornecimento de todos os clientes foi restabelecido em até 30 minutos, após manobras realizadas remotamente, por meio da própria rede da distribuidora”, diz o texto.

 

Governo de São Paulo anuncia feriado de 9 de julho como dia útil

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta quarta-feira (8) que como o feriado do dia 9 de julho foi antecipado para maio, as atividades econômicas devem ocorrer normalmente no estado na quinta (9).

A data, que comemora a Revolução Constitucionalista de 1932, havia sido antecipado para 25 de maio na tentativa de facilitar a quarentena e conter a propagação da Covid-19 no estado.

Doria disse que o feriado valerá apenas para bancos. Entretanto, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que os bancos vão abrir normalmente nesta quinta (9) em todo o estado de São Paulo. Os bancos também operaram no dia 25 de maio.

As contas de consumo (água, luz, telefone e TV a cabo etc) e carnês com vencimento marcado para 9 de julho deverão ser pagas normalmente, de acordo com a Febraban.

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Devido à pandemia do coronavírus, as agências bancárias têm horário de funcionamento restrito, das 10h às 14h. O atendimento exclusivo para idosos, gestantes e pessoas portadoras de deficiências ocorre das 9h às 10h.

Incêndio de grandes proporções atinge favela na Zona Norte

Um incêndio atinge uma favela no Carandiru, Zona Norte da capital, nesta quarta-feira (8). Não há vítimas até o momento. De acordo com o Corpo de Bombeiros, 50 agentes e 18 viaturas foram até o local.

A Favela da Zaki Narchi, como é conhecida, tem cerca de 100 barracos e fica próxima à avenida de mesmo nome. Há dois anos, um incêndio destruiu boa parte das moradias e deixou 200 desabrigados.

O fogo começou no início da tarde.

Reforma no Vale do Anhangabaú já custou pelo menos R$ 17 milhões a mais

A revitalização do Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, é uma das principais obras da gestão do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), e já custou, aos menos, 17 milhões de reais a mais do que os 80 milhões de reais previstos pelo governo.

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Anunciada para junho, a obra passou por sete termos de adições no contrato, que elevaram os custos totais para 97,1 milhões de reais, 21% a mais do que o previsto. O novo prazo de conclusão da obra é 20 de setembro. As informações são do portal G1.

O Consórcio Central, formado pelas construtoras FBS Construção e Lopes Calil Engenharia, divulgou quatro motivos para o aumento dos custos: imprevistos no processo de pavimentação e terraplanagem da área, interferências nas redes de telefonia, água, esgoto e gás, mudanças no projeto da praça de esportes, a pedidos de skatistas e adequação do sistema de fontes.

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Em nota, a Prefeitura disse que a pandemia do novo coronavírus atrasou a obra e o cronograma foi alterado porque “foi preciso reduzir o número de equipes para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores nas obras de requalificação do Vale do Anhangabaú”. A Prefeitura não respondeu sobre custos adicionais.

O projeto começou em junho de 2019 com previsão de entrega para junho de 2020. Além do preço adicional, a entrega da obra pode sofrer pelo menos dois meses de atraso, segundo o SPObras, órgão da prefeitura responsável pelo gerenciamento de obras da cidade.

Governo anuncia data pra volta do Campeonato Paulista

O governo de São Paulo divulgou nesta quarta-feira (8) a volta do Campeonato Paulista de futebol. A Federação Paulista de Futebol e os clubes estão autorizados a procederem com as partidas a partir do dia 22 de julho.

Os jogos só poderão ocorrer em estádios que estejam em áreas classificadas na fase amarela do Plano São Paulo e não terão presença de público. Nesta fase da reabertura econômica paulista estão autorizados a operar com presença de público shoppings, setor de serviço, bares, restaurantes e salões de beleza, com horários de funcionamento e capacidades limitadas.

Nas partidas serão permitidas no máximo 200 pessoas credenciadas, usando máscaras de proteção e com medição de temperatura, exceto os jogadores e a arbitragem. Os clubes foram autorizados a voltarem aos centros de treinamento desde 1º de julho. O último jogo da competição foi no dia 16 de março, entre Ponte Preta e Guarani, na cidade de Campinas. O campeonato foi paralisado faltando duas etapas para o fim da fase de classificação e quatro rodadas para a final.

 

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Dono da Ricardo Eletro é preso acusado de sonegar impostos

O fundador da gigante rede varejista de eletrodomésticos Ricardo Eletro, Ricardo Nunes, foi preso na manhã desta quarta-feira (8), no estado de São Paulo, durante operação de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. A força-tarefa é composta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Receita Estadual e pela Polícia Civil. A operação recebeu o nome de “Direto com o Dono”.

Ricardo Nunes teve determinado pela Justiça o sequestro de bens e imóveis seus avaliados em cerca de 60 milhões de reais. Isso porque há indícios de que o patrimônio cresceu no período da sonegação de impostos. A decisão judicial tem como objetivo ressarcir o dano causado ao estado mineiro.

Laura Nunes, filha do empresário, também foi presa na Grande BH. Apurações iniciais apontam que cerca de 400 milhões de reais em impostos deixaram de ser pagos em cinco anos.

Desde o ano passado, a Ricardo Eletro está em recuperação judicial, sem condições de arcar com suas dívidas, que somam cerca de R$ 3 bilhões. A rede já fechou diversas lojas no país e chegou a encerrar sua operação no Mato Grosso.

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Ricardo Eletro

Em nota, a Ricardo Eletro informou que Ricardo Nunes e familiares não fazem parte do seu quadro de acionistas e nem mesmo da administração da companhia desde 2019.

“A Ricardo Eletro pertence a um fundo de investimento em participação, que vem trabalhando para superar as crises financeiras que assolam a companhia desde 2017, sendo inclusive objeto de recuperação extrajudicial devidamente homologada perante a Justiça, em 2019”, diz a nota.

A Ricardo Eletro esclareceu que “a operação realizada hoje (8) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Receita Estadual e pela Polícia Civil, faz parte de processos anteriores a gestão atual da companhia e dizem respeito a supostos atos praticados por Ricardo Nunes e familiares, não tendo ligação com a companhia”.

Em relação à dívida com o estado de Minas Gerais, a Ricardo Eletro disse que “reconhece parcialmente as dívidas e, antes da pandemia, estava em discussão avançada com o estado para pagamento dos tributos passados, em consonância com as leis estaduais”.

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A nota diz ainda que a Ricardo Eletro se coloca à disposição para colaborar integralmente com as investigações.

Assim que a defesa dos acusados se manifestar, esta nota será atualizada. 

Com Agência Brasil

Professores encontram indícios de plágio em dissertação de ex-ministro

Anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro como o novo ministro da Educação em junho, Carlos Alberto Decotelli da Silva teve passagem relâmpago pelo cargo e, após repercussões negativas sobre seu currículo, pediu demissão em menos de uma semana. Entre as polêmicas estão seu vínculo como professor da Fundação Getulio Vargas – segundo a instituição, ele não faz parte do quadro de professores efetivos, mas deu aulas em cursos vinculados à fundação – e os indícios de plágio em sua dissertação de mestrado. A suspeita é que o ex-ministro teria copiado grandes trechos sem citar os autores. O trabalho foi apresentado em 2008 para a conclusão de um mestrado em Administração na instituição.

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Thomas Conti, professor e doutor em economia, postou no Twitter uma série de indícios de plágio que identificou após buscas simples no Google. “Doze páginas do ex-ministro são uma cópia literal de um relatório administrativo, bastante institucional, com trechos que lembram muito uma propaganda de banco”, aponta.

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Segundo Conti, a aparência do resumo em inglês chama a atenção, com palavras destacadas em vermelho sem razão aparente. “A dissertação contém muitas falhas do ponto de vista metodológico, é algo bem pouco usual mesmo sem esses trechos copiados”, opina. “As primeiras quinze páginas são praticamente um projeto de pesquisa, não uma dissertação, além de anexos que não têm referência ao longo do trabalho. Mesmo se estivesse tudo certo, seriam pontos de dúvida grandes.”

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Em entrevista à Globonews, o professor da PUC do Chile, Enrico Rezende, também descobriu que 73% das páginas da dissertação foram copiadas integralmente ou com pequenas edições, que seriam consideradas plágio.

Em nota, a FGV afirma que o professor Decotelli ministrava aulas em seus cursos de educação continuada e que possui rigoroso Código de Ética e Conduta, além de utilizar ferramentas anti-plágio e adotar o acompanhamento sistemático do orientador, nos casos de teses e dissertações, que têm autonomia para definir parâmetros e a profundidade dos estudos.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, o ex-ministro Decotelli acusou a Fundação Getulio Vargas de ter mentido em nota oficial ao informar que ele não era professor da instituição e refutou as suspeitas de plágio em seu trabalho acadêmico de mestrado. De acordo com Decotelli, ele teria dado aulas por videoconferência pela FGV até o último dia 30 de junho. Ele afirmou que irá alterar o documento, mais uma vez, para indicar o encerramento das atividades como docente da fundação.

Polícia suspeita de latrocínio em caso de morte de estudante

A Polícia Civil investiga a hipótese de que Júlia Rosenberg foi morta em decorrência de um latrocínio, quando ocorre roubo e assassinato. A estudante de 21 anos foi encontrada morta em uma trilha de São Sebastião, litoral norte do estado. As informações são da TV Globo.

Os investigadores do caso afirmam que não foram localizados junto ao corpo o celular da jovem, sua bolsa ou seus sapatos, o que reforça a tese de latrocínio. Marcas semelhantes a de um cinto foram encontradas na região do pescoço de Júlia e a perícia investiga se ela morreu por asfixia decorrente de estrangulamento. A polícia ainda tenta identificar o autor do crime.

Câmeras de segurança mostram a estudante seguindo para a trilha por volta de 7h do último domingo. A família da jovem tem uma casa na praia de Paúba. A trilha que liga o endereço até a praia de Maresias tem cerca de 1 quilômetro de extensão, podendo ser percorrida em até 30 minutos. O corpo da jovem foi encontrado em um morro, próximo a antenas de celulares, parcialmente enterrado.

Policial de folga reage a roubo e mata assaltante a tiros na Zona Oeste

Na tarde do último sábado (4), um policial à paisana que estava de folga reagiu a um assalto e matou a tiros um homem armado no Jaguaré, Zona Oeste da capital. Uma câmera de segurança gravou parte do ocorrido. Um vídeo com imagens fortes já circula pela internet.

O assaltante roubou dinheiro, celulares, relógios e joias de nove pessoas na capital e em Osasco, segundo a Polícia Civil. Os objetos estavam dentro de uma bolsa e foram devolvidos às vítimas.

De acordo com matéria do G1, o homem morto foi identificado como Pedro Henrique da Cunha, de 26 anos. Ele se locomovia por meio de uma moto roubada e portava uma arma com numeração raspada. A Justiça o procurava desde 2019 por outros três crimes.

O caso foi para o 91º Distrito Policial (DP), Ceasa, e foi registrado como roubo, morte decorrente de intervenção policial, adulteração em veículo e porte ilegal de arma adulterada. A investigação será feita pelo 93º DP Jaguaré. O policial não se feriu.

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O roubo

Três pessoas conversavam na rua Rua Vicente Orapallo por volta de meio dia de sábado quando o assaltante surgiu em uma moto. As vítimas entregam os pertences ao ladrão e, logo em seguida, surge um Chevrolet Camaro 2SS branco modelo 2013 dirigido pelo policial, que tem 34 anos. O veículo de alto padrão chamou a atenção do bandido.

O PM diminuiu a velocidade. No vídeo, não é possível ver a ação completa, apenas a moto acelerando e tombando em seguida. De acordo com o boletim de ocorrência, o PM viu o roubo e se identificou como policial, “mas não surtiu efeito, intervindo em legítima defesa própria e de terceiros desferindo disparos com sua pistola”.

Sete capsulas de balas foram encontradas no local. O criminoso foi atingido por três tiros feitos pelo soldado, na cabeça e nas pernas.

Professores fazem carreata contra volta às aulas no estado de São Paulo

Professores da rede pública de ensino do estado de São Paulo fizeram na terça (7) manifestações em diversas cidades contra a volta às aulas, agendada pelo governo paulista para ocorrer em 8 de setembro. Os atos, programados em ao menos 29 municípios do estado, ocorreram em forma de carreatas, buzinaços e exposição de faixas em pontos centrais das cidades.

Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o retorno das atividades presenciais nas escolas do estado só deveria ocorrer com a garantia sanitária da comunidade escolar, e com uma redução drástica da pandemia de Covid-19.

“O primeiro local que teve de ser fechado foi a escola, e o último a voltar deverá ser a escola. Qual é a base sanitária para o retorno em 8 de setembro? Qual é a base científica?”, questionou a presidente da Apeoesp, a professora Bebel Azevedo Noronha.

O governador de São Paulo, João Doria, disse no último dia 24 que as aulas presenciais na rede de ensino do estado voltarão a partir de 8 de setembro, em sistema de rodízio. A medida irá afetar 13,3 milhões de alunos tanto da rede pública quanto da rede privada, e abrangerá todas as etapas de ensino, do infantil ao universitário de São Paulo.

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Segundo o governo, os alunos voltarão às aulas de forma gradual. Na primeira etapa, prevista para ser iniciada no dia 8 de setembro, até 35% dos alunos poderão voltar às aulas presenciais, respeitando o distanciamento de 1,5 metro. Isso deverá ser feito em forma de rodízio e, com o restante dos alunos seguindo em aulas remotas e online.

“Será que simplesmente mudar, colocar menos alunos nas salas de aula, mudar o dia de ir para aula, a quantidade de horas, só isso dá conta? O projeto arquitetônico das escolas não dá conta de tratar dessa questão porque tem salas que são improvisadas. Nós sabemos disso”, disse Bebel.

As aulas presenciais na rede estadual de São Paulo estão suspensas desde o dia 23 de março como medida de controle da propagação do novo coronavírus. Atualmente, as aulas das escolas estaduais ocorrem de forma remota e online, sendo transmitidas por meio do aplicativo Centro de Mídias SP (CMSP), plataforma criada pela Secretaria de Educação durante a pandemia do novo coronavírus. Ela também é transmitida por meio dos canais digitais na TV 2.2 – TV Univesp e 2.3 – TV Educação.

Outro lado

Em nota, a Secretaria da Educação do estado disse que sempre agiu em absoluto respeito aos professores, e que a decisão do retorno presencial das aulas foi adotada após diálogo com representantes de professores, funcionários, alunos, pais e administradores de escolas, seguindo as recomendações sanitárias do Centro de Contingência do Coronavírus do estado.

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“O Governo de SP planeja a retomada das aulas pautado em medidas de contenção da epidemia, atendendo aos interesses da população e sem colocar nenhuma vida em risco. Somente quando todas as regiões do estado permanecerem na etapa amarela – a terceira menos restritiva segundo critérios de capacidade hospitalar e progressão da pandemia – por 28 dias consecutivos é que será possível reabrir as escolas”, diz a nota.