Educadora dá aulas on-line de ritmos brasileiros para crianças

Cofundadora do grupo de música e artes cênicas Babado de Chita, a educadora Haydée Katzman oferece algumas sessões on-line de musicalização infantil. Os encontros são direcionados para crianças de até 7 anos e ensinam ritmos como carimbó, ciranda, frevo e maracatu. O objetivo é aprimorar habilidades como coordenação motora, concentração e raciocínio.

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As aulas são individuais e duram em média quarenta minutos. A mensalidade, com um encontro por semana, custa a partir de R$ 240,00. Também é possível fazer uma aula única, por pelo menos R$ 150,00. A plataforma, os dias e horários dos bailados podem ser combinados diretamente com a professora. Interessados devem entrar em contato no 98428-3224 ou pelo Instagram @haydeezita.arte.poesia.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 22 de julho de 2020, edição nº 2696. 

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Advogado vira influencer literário dos famosos no Instagram

De Agatha Christie a José Saramago, Pedro Pacífico, 27, lê pelo menos cinquenta livros por ano. Em sua página no Instagram (@book.ster), o advogado dá dicas de leitura aos 196 000 seguidores, entre eles Luciano Huck, Marcos MionFernanda Souza e Zeca Camargo. A atividade começou em segredo, sem ele aparecer nas fotos ou contar a ideia aos amigos. “Não sabia qual seria a reação das pessoas ao ver um advogado que tem blog.” Após seis meses, um amigo descobriu o perfil e Pacífico revelou a segunda ocupação, que até hoje reveza com seu trabalho em um grande escritório na Vila Olímpia. “Não nasci em uma família de leitores, mas minhas avós foram minha primeira influência”, conta Pacífico, que passou a ler mais após seguir perfis literários. Além das resenhas com nota para cada título, ele faz seleções temáticas, como literatura LGBT e autores negros. “Para mim, a leitura é meditação. Antes de dormir, é como faço para esquecer os problemas e pensar em outra história.”

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É difícil de acreditar, mas já passamos do meio de 2020! E com isso, tem sempre o tão esperado post dos 5 melhores livros da primeira metade do ano! Até o momento foram 28 livros lidos, sendo que os preferidos são (não em ordem de preferência): – Caderno de um ausente, de João Anzanello Carrascoza; – Frankenstein, de Mary Shelley; – A vida pela frente, de Émile Ajar (Roman Gary); – Prisioneiras, de Drauzio Varella; e – Eu Tituba, bruxa negra de Salém, de Maryse Condé. Agora quero saber quais foram os favoritos de 2020!

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Publicado em VEJA SÃO PAULO de 22 de julho de 2020, edição nº 2696.

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Ex-ator global atua em séries gravadas no apartamento com direção via Zoom

Após revelar que não recebeu o auxílio emergencial e passou a vender objetos pessoais na pandemia, o ex-ator da Globo Johnnas Oliva, 38, se surpreendeu com o tom das notícias em sites de famosos. “Não estou passando necessidade, só me desapegando de coisas paradas, como televisões e alguns dos meus cinco violões”, defende-se. Par romântico de Agatha Moreira na novela Haja Coração, Johnnas investiu em gravações de talk show para o YouTube e séries no apartamento na Bela Vista com a esposa, Juliana Pina, e foi convidado para novas produções com a direção feita via Zoom. “Além de atuarmos, temos de arrumar a câmera, organizar o figurino e arrastar os móveis”, conta. “Como ator, é comum às vezes ficar sem trabalho e já me perguntei ‘será que não sou bom?’, mas uso bem o tempo para estudar, conversar com colegas e saber que isso vai passar.”

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Publicado em VEJA SÃO PAULO de 22 de julho de 2020, edição nº 2696.

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“Escolha ficar ótimo por causa das suas dores”

Até aquele ponto, eu tinha uma vida incrível. Havia atingido sucesso pessoal e profissional inimagináveis. A saúde seguia impecável e me sentia mais forte a cada dia.

De súbito, tudo mudou. Absolutamente cada detalhe, cada aspecto, cada pilar da minha vida pareceu ruir. Cheguei até mesmo a pensar que tudo aquilo que eu vivi antes não passava de um sonho, que nada havia sido real. Em meio a uma inevitável falência e vendo toda a minha vida profissional ruir, entendi que a depressão e a doença que me acometiam eram inevitáveis. Uma noite, deitei a cabeça no travesseiro e senti meu coração disparar, ansioso com as notícias pesadas daquele período. Percebendo meu corpo assumir vontades próprias e contraproducentes, tive um impulso. Enquanto minha cabeça tentava me colocar para baixo, decidi que a primeira medida a ser tomada era não deixar nenhum pensamento improdutivo se apoderar de minha mente.

A partir daquela noite, mudei minha forma de agir. Depois, passei a orientar meus alunos e amigos a fazer o mesmo. Quando estamos enfrentando cenários de doenças e perdas profundas, cada pensamento conta. Nenhum desses pensamentos podem ser negados, mas podemos escolher em quais focar nossa atenção. Naquela época sombria de minha vida, dormia escutando livros para, ao acordar de madrugada, focar algo que não medos e preocupações.

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Outra ferramenta que eu utilizei foi a escrita. Todos os dias, ao acordar, eu escrevia, lia e relia como eu queria me sentir ao longo do dia. Sempre que fosse necessário, eu retomava essa leitura a cada notícia ruim, problema ou desafio, e isso me permitiu encarar todos eles a partir de um lugar positivo e cheio de emoções saudáveis. Dessa forma, voltei a confiar na vida e cuidei mais de mim mesmo, em um sentido mais amplo do que jamais havia podido.

Aprendi a encarar meus problemas de uma forma diferente; eles se tornaram minha própria plataforma em direção à saúde física, emocional e mental. Eu, que sempre conheci as dores do corpo, era agora íntimo das dores da alma. Assim, os desafios se mostraram uma porta para a energia ilimitada e gradualmente cada camada de dor, dívida e problemas foi naturalmente dissolvida.

Esse processo foi extremamente importante para estar onde me encontro hoje. Atualmente, me considero pleno: negócios crescendo, mente forte e a saúde física continua surpreendendo. Trabalho em três continentes e mantenho uma rotina intensa, que me apaixona e energiza cada vez mais. Minha médica tem o costume de dizer que eu estou sempre “irritantemente bem”, e meus exames concordam com ela.

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Não busque ficar bem apesar das suas dores e dificuldades. Escolha ficar ótimo por causa delas. Não negue a presença de obstáculos em sua vida, mas abrace-os e faça deles sua motivação diária. De certa forma, somos todos super-humanos, e isso fica claro quando estamos alinhados com nossa natureza interna.

Mesmo nas grandes cidades, quando nos alinhamos com a lógica da vida, somos todos forças da natureza. Não tenha dúvida: a sua natureza sempre é capaz de se adaptar, e por isso está em constante evolução. Evolua junto com a sua natureza: escolha ser um pouco mais feliz todos os dias, tomando decisões práticas para isso.

<span class=”hidden”>–</span>Gui Gomes/Veja SP

 

Sempre buscando o alívio da dor crônica causada por um acidente que atingiu seu quadril aos 6 anos, Francisco Kaiut (@franciscokaiut) estudou vários tipos de terapias alternativas e massagens até que, aos 15 anos, descobriu a ioga. É criador do método Kaiut Yoga, ensinado hoje em dezoito escolas no Brasil e nos EUA.

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Projeto fotográfico traz referências positivas sobre a cultura africana

Na música África Brasil (1976), mais conhecida como Zumbi, o cantor e compositor carioca Jorge Ben Jor revisita regiões de onde vieram homens e mulheres que foram escravizados no Brasil e em outras colônias do continente americano: “Angola, Congo, Benguela / Monjolo, Cabinda, Mina / Quiloa, Rebolo / Aqui onde estão os homens / Há um grande leilão”. Rota semelhante foi feita no Projeto Sankofa, realizado por Fraga, fotógrafo carioca que mora em São Paulo, e Maurício Barros de Castro, escritor e pesquisador que vive no Rio de Janeiro. Ao todo, foram produzidas mais de 4 000 fotografias, fruto de uma viagem de dois meses feita em 2014. Eles passaram por nove países africanos: Angola, Benin, Cabo Verde, Gana, Guiné-Bissau, Moçambique, Nigéria, Senegal e Togo. “Sou afrodescendente, uma mistureba de portugueses, indígenas e negros. Com o passar do tempo, fiquei muito curioso para saber como ficou meu primo, que permaneceu do outro lado do oceano, quando nossa família foi separada”, explica Fraga, sobre sua motivação.

Cesar FragaDivulgação
Cesar FragaDivulgação
Cesar FragaDivulgação
Cesar FragaDivulgação

A forma como o fotógrafo apresenta a empreitada deixa o caminho mais limpo para entender suas intenções. “Parto da premissa de que todas as mazelas sociais do meu povo, inclusive contemporâneas, já estão expostas. Venho então para fazer o contraponto. Quero trazer referências positivas, informações sobre príncipes e princesas da África, bem como cores e sabores que nos ajudem a construir a autoestima de crianças, jovens e adultos pretos.”

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Sankofa tem rendido mais frutos do que a dupla previa. A iniciativa se desdobrou em um livro em 2014, chamado Do Outro Lado do Atlântico (240 páginas, R$ 80,00 a versão impressa), uma exposição na unidade carioca da Caixa Cultural, em 2016, e agora um documentário homônimo, veiculado no canal por assinatura Prime Box Brazil e dividido em oito episódios, que serão em parte reprisados neste mês de julho.

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> Sankofa — A África que Te Habita

Canal Prime Box Brazil. Episódio 2: sábado (18), 8h30; segunda (20), 12h; terça (21), 10h. Episódio 3: sexta (24), 20h30; sábado (25), 8h30; segunda (27), 12h10; terça (28), 10h10. Episódio 4: sexta (31), 20h30.

O QUE ACOMPANHAR SEM SAIR DE CASA

Olá, Paris!

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Uma das alas do museu do Louvre, a Denon, pode ser visitada em um vídeo, que você acessa aqui: tinyurl.com/ y9sa9xua

Estante da arte

Leda Catunda tem a obra revisitada em Tempo Circular (Cobogó, 256 páginas, R$ 130,00)

No Instagram

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@raylandermartis traz textos, obras e reflexões da artista mineira

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 22 de julho de 2020, edição nº 2696. 

Projeto oferece aulas on-line gratuitas sobre história da arte nas férias

A programação gratuita da Inspirar-te! traz conteúdos inéditos em todos os dias da semana. Nas segundas, a atração é chamada de Descobrindo a Arte, um curso on-line com onze encontros focados em história da arte, desde a idade antiga até a contemporânea. Nas terças, é vez do Encontro Semanal, em que o público vota em um artista para ser debatido em um encontro único. A votação para a próxima conversa, no dia 21, já está aberta no Instagram (@projetoinspirarte) e tem como opções os artistas Amedeo Modigliani e Paul Gauguin.

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Nas quartas rolam videoaulas de ritmos, teatro e moda; e nas quintas dá para aprender a fazer quadrinhos ou esculturas. Nas sextas, excepcionalmente às 15h, o espaço é dedicado aos livros, com aulas sobre autores consagrados da literatura nacional. As atividades ocorrem às 16h, na plataforma Zoom, e requerem inscrição no site do projeto. inspirar-te.com.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 22 de julho de 2020, edição nº 2696. 

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Rita Lobo e Mônica Salmaso são as rainhas da quarentena na internet

Não foi fácil atravessar esses mais de 100 dias de isolamento em casa, praticamente sem poder sair à rua. Mas o deserto culinário e musical que poderia ter dado mais melancolia à vida dos moradores da capital foi aliviado graças à companhia de vídeos e lives produzidos por duas rainhas da quarentena, a chef Rita Lobo, 45 anos, e a cantora Mônica Salmaso, 49 anos.

Rita, consagrada autora de livros de receitas e sucesso no canal pago GNT, inventou a série Rita, Help! Me Ensina a Cozinhar na Quarentena, para facilitar a vida daqueles que nunca se aproximaram de um fogão. De seu lado, Mônica, cantora de carreira sólida e bela voz de meio-soprano, inventou parcerias com alguns dos maiores nomes da MPB. Durante mais de setenta dias, essas exibições foram levadas ao ar diariamente e ajudaram a conquistar uma legião de fãs no Facebook, no Instagram e no YouTube.

Diferentes frentes: Rita em transmissões com Monja Coen, Joaquim Lopes, Miá Mello e Fábio PorchatReprodução YouTube/Divulgação

Logo que interrompeu as atividades de seu estúdio, em 13 de março, a paulistana Rita Lobo, criadora da produtora de conteúdo culinário Panelinha, que é ao mesmo tempo site, editora de livros, produtora de TV e marca de itens para cozinha e mesa, percebeu um dilema que ia afligir muita gente.

Precisava ajudar quem nunca tinha fritado um ovo na vida e teria de se virar sozinho dali para a frente — atitude generosa que faz lembrar a própria Rita, que, com 19 anos, foi morar sozinha, se deu conta de que não sabia cozinhar e se mandou para Nova York para estudar gastronomia.

Parcerias musicais em vídeo: explosão de Mônica no Facebook com Chico Buarque, Zélia Duncan e Vanessa MorenoReprodução Instagram/Divulgação

Trancada em seu apartamento na região dos Jardins, começou a dar trato a dois projetos com uma mesma matriz: trinta programetes de dez minutinhos acessados pelo canal do Panelinha no YouTube e nova série com dez programas de meia hora cada um para o GNT. “Era impensável fazer TV desse jeito. Mas é indicado para esse momento”, sintetiza as necessidades dos novos tempos. “Normalmente, a gente leva cinco meses para produzir uma temporada.”

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O tema central nesta edição é o pê-efe, o famoso prato feito, sempre acompanhado de duas hortaliças, mas é possível aprender ainda como preparar macarrão, sopa, bolo… A ideia de não incentivar o consumo excessivo de carne é para se manter dentro de uma proposta equilibrada de alimentação pela qual recebeu até uma medalha da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) em 2018.

Rita, Help!: card da edição de quarentenaDivulgação/Divulgação

No balanço que publicou no Twitter sobre a quarentena, Rita fala dos dias sem monotonia e de muito trabalho. Auxiliada pelo marido, o jornalista Ilan Kow, e pelo filho, o estudante Gabriel Lobo, deu início ao projeto de cinquenta lives a partir de 16 de março. “As pessoas se surpreenderam porque colocamos no ar em 48 horas. Mas são os vinte anos do Panelinha condensados, mais essas 48 horas”, explica. Quando não estava em lives solo, preparava um prato com um participante, que repetia o processo do outro lado da tela.

No dia 25 de março, por exemplo, fez ovos mexidos acompanhados de legumes salteados na frigideira com o humorista Fábio Porchat e a mulher dele, a produtora Nataly Mega. “Os convidados variavam de nível de conhecimento. O Joaquim Lopes, por exemplo, tem formação profissional e cozinha muito bem”, diz ela sobre o ator, que, em 3 de abril, atacou de macarrão com sardinha enquanto a própria Rita foi de bolo de caneca. Nas mais divertidas das lives, em 1º de abril, a atriz e comediante Miá Mello descreve como “pelar uma cebola”. “Fizemos umas gracinhas”, diz a cozinheira.

Rita e marido Ilan KowGabriel Lobo/Divulgação

Outra frente aberta por Rita no período de reclusão foram dez conversas com personalidades de distintas áreas, intituladas Papo na Cozinha. Variavam de Monja Coen e do historiador Leandro Karnal ao escritor Milton Hatoum e aos professores Patrícia Jaime e Carlos Monteiro, ambos do curso de nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e coordenadores do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde Pública (Nupens), com o qual Rita mantém uma parceria.

Os colóquios, levados ao ar às 21 horas, permitiram reflexões mais profundas sobre aquele cômodo quase esquecido em muitas casas mas que ganhou protagonismo: a cozinha. “Sem comida, não existe unidade familiar. E quem está em casa não está isolado, está protegido”, pontificou Karnal.

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Mônica regando ervas: resguardo no interiorTeco Cardoso/Divulgação

Se a titular do Panelinha não arredou pé de São Paulo, a metrópole deixou de ser cenário para Mônica Salmaso, o marido, o músico Teco Cardoso, e o filho adolescente Théo, logo no início da decretação do confinamento.

O trio deixou o apartamento no bairro da Aclimação para se isolar em uma chácara que mantém na pequena Sarapuí, cidadela com menos de 10 000 habitantes no interior do estado e 160 quilômetros distante da capital. “É uma casa com partes muito antigas e um quintalzão. A fachada fica na área urbana e os fundos na zona rural, numa região que foi de passagem de tropeiros”, descreve a proprietária.

Na chácara: cantora alimentando galinhas-d’angolaTeco Cardoso/Divulgação

Mas bateu um incômodo logo na chegada. “Fiquei pensando no que fazer para ajudar, como amigos que estavam em São Paulo costurando máscaras. Foi o Teco que deu a ideia de gravarmos os vídeos”, conta. Ela, que nunca tinha participado de uma live na vida, entrou no Instagram do sambista carioca Alfredo Del-Penho para acompanhar uma transmissão e descobriu que todo mundo notou sua presença. “Foi um susto, as pessoas me viram, e não sabia se podia sair. Eu e o Alfredo tentamos cantar juntos. Mas é impossível porque tem um delay”, diz, sobre a primeira lição que aprendeu sobre os pequenos atrasos de sincronismo que existem nessas transmissões.

Mônica entendeu também que precisaria receber gravações de vídeos para que pudesse fazer a sua parte ou vice-versa. Depois do primeiro desses encontros e com o próprio Del-Penho, a cantora não parou mais. Com imagens registradas em seu iPad e edição feita por ela, que subia um vídeo por dia, para felicidade dos fãs de samba e MPB. “Quando recebo material, faço ou refaço a minha parte até ficar bom”, revela. Assim, a cantora foi chamando os amigos que conquistou ao longo de 25 anos de carreira para compor a série intitulada Ô de Casas.

Tempo livre dedicado à leitura: Mônica com a cadela CacauTeco Cardoso/Divulgação

Entre tantos outros, fizeram duo com ela João Bosco, Zé Renato, Rosa Passos, Yamandu Costa, Rolando Boldrin, Joyce, Teresa Cristina, Chico César e Edu Lobo, que a tinha convidado para dar uma canja no show que ele realizou para comemorar 70 anos, uma de suas maiores emoções. Esse ritmo alucinante de gravações e edições durou até o de número 74.

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Foi quando Mônica se sentiu cansada e avisou ao público que pararia durante uma semana. “Achava que depois de dois meses e meio era preciso organizar as coisas, o equipamento estava travando e as pessoas demoravam a mandar os vídeos”, afirma. Voltou com uma pegada ainda intensa, com postagens três vezes na semana, sempre às terças, às quintas e aos sábados.

Show de 70 anos de Edu Lobo: participação de MônicaPaula Kossatz/Divulgação

Desses 87 encontros melodiosos publicados até agora, três bombaram. No topo das preferências, está o duo com Chico Buarque, que está em perfeita sincronia com a cantora para interpretar João e Maria, canção cuja letra foi criada por ele em cima da melodia de Sivuca. Até a última quarta (15), tinha sido visto mais de 88 000 vezes no YouTube, 221 000 no Instagram e surpreendentes 1,4 milhão no Facebook.

Também foram um estouro em número de visualizações no Facebook as parcerias com Vanessa Moreno, com quem atingiu a marca de 573 000 reproduções para Cego com Cego, e com Zélia Duncan, junto da qual canta Feliz Caminhar, que bateu 452 000 espectadores.

Edição em casa: Mônica monta parceriasTeco Cardoso/Divulgação

E o que o presente e o futuro reservam para a dupla? Depois de quase quatro meses longe do estúdio, que é a sede do Panelinha, Rita só voltou a pôr os pés lá no último dia 10, quando foi clicada por Ilan para a foto que está na capa desta edição — a cozinheira mantém uma equipe de vinte pessoas trabalhando remotamente.

Esse time tem tarefas como responder às perguntas dos leitores (“nas 48 horas seguintes a cada postagem, o feed fica inundado de dúvidas”), testar receitas e subir as lives nas plataformas Instagram, Facebook e YouTube. “Em casa, eu preparo tudo, da pré-produção das receitas às imagens dos pratos”, explica. “Só as minhas fotos são dos meus meninos”, numa brincadeira com o marido e o filho, também cinegrafista. Só não entrou no batente a caçula de Rita, Dora, que está cursando o ensino médio e tem estudado todos os dias.

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Tanta atividade não vai passar em branco para Rita, uma celebridade culinária nas redes sociais, com 1,5 milhão de seguidores no Instagram, 514 000 no Facebook e outros 530 000 no Twitter. Rita, Help! Me Ensina a Cozinhar, além das séries para o YouTube e o GNT, rendeu um livro que já está em finalização e será vendido a partir do dia 28 (disponível para pré-venda por 30 reais).

Comando do extinto restaurante Oriental: com o chef chinês Qin Ji GangEduardo Albarello/Veja SP

Como todos os outros dez que ela lançou, traz comida de verdade, bordão de Rita, uma antagonista dos preparos prontos e ultraprocessados, cheios de conservantes, aromatizantes… A novidade é que não será um livrão daqueles de capa dura e com fotos produzidas. Terá formato brochura, com 88 páginas, pelas quais se distribuirão dez capítulos, onde se encontrarão receitas de ovos, saladas, sopas, brigadeiros e até um risoto de panela de pressão para parecer bamba no fogão.

Produção da quarentena: cozinha da chef em casa vira também estúdioIlan Kow/Divulgação

A mais parruda das seções é dedicada justamente ao pê-efe, com direito a muito arroz com feijão. Um segundo livro sai da gráfica ainda neste ano para comemorar as duas décadas do Panelinha. “O primeiro livro, Panelinha, continua um best-seller. A nova edição aborda mais de dez anos de experiência e reforça o jeitão de comer do brasileiro”, adianta. Entre as 400 receitas, reúne inclusive pratos de forno que “as pessoas querem que fiquem prontos na geladeira para comer depois — é só aquecer”. Inicialmente, havia também uma programação comemorativa para a data marcada para junho e que previa receber 3 000 pessoas. “Tivemos de adiar. Quem sabe não será o Panelinha 21 anos?”, brinca.

Mônica também teve planos interrompidos. Estava com um show pronto para estrear, dedicado à sambista Elizeth Cardoso, que deve ser transformado em uma atração virtual. Foi então que mergulhou na realização do Ô de Casas. “É a maneira que a gente achou de oferecer às pessoas da forma mais carinhosa possível a arte. Mas mesmo com nossas despesas reduzidas a um terço, está na hora de me organizar um pouco para ganhar algum dinheiro”, afirma. Ela e o marido, Teco, ensaiam no momento composições de Milton Nascimento e da dupla Chico Buarque e Edu Lobo para fazer apresentações virtuais com ingressos colaborativos.

Desenho de louças: coleção própriaEditora Panelinha/Divulgação

A primeira delas está programada no Blue Note, na série Lives Pela Arte. Quem acessar o YouTube da filial paulistana do bar de música ao vivo poderá ver o espetáculo, marcado para o dia 24 de julho, às 20 horas. Ao assistir ao show, os fãs têm a possibilidade de fazer uma contribuição espontânea com o nome de ingresso consciente por meio de um QR code que aparecerá num dos cantos da tela. A dupla mais uma vez voltará a ser vista a distância no palco da Casa de Francisca desta vez também com Nailor Azevedo e Guinga, no dia 14 de agosto às 21 horas. Além de uma cota gratuita, há ingressos a 26 reais. Quem tiver condições de apoiar com valores maiores, pode oferecer 53 reais, 80 reais ou 260 reais.

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Reunidas nestas páginas por obra do destino digital, Rita e Mônica têm uma história em comum, como apurei nas entrevistas que fiz com as duas. Elas foram vizinhas, há pouco mais de duas décadas, quando moravam em um mesmo edifício da Rua da Mata, via de uma única quadra no Itaim Bibi. “Rita era a pop star do meu prédio”, entrega Mônica. Rita, que foi modelo, trabalhou na MTV e pouco tempo depois assumiria o comando do extinto restaurante Oriental, também se derrete pela cantora: “A Mônica é o máximo. Que voz!”. O que pouca gente sabe é a paixão da cozinheira pela arte.

Gabriel: filho de Rita virou cameramanRita Lobo/Divulgação

No pouco tempo que não se encontra diante das panelas, Rita desenha as próprias coleções de louça e dedilha no piano que mantém em casa obras do dinamarquês Friedrich Kuhlau, entre outras composições. Mônica, que no tempo livre se dedica à leitura de escritoras como Clarice Lispector, rega ervas da horta ou alimenta as galinhas-d’angola no quintal, confessa: “Sou um zero à esquerda na cozinha. O Teco cuida do cardápio aqui de casa”. Quem sabe agora a afinadíssima meio-soprano, que oferece biscoito fino em suas parcerias musicais de quarentena, se inspire na ex-vizinha e resolva dominar a arte de forno e fogão.

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Youtubers mostram como fazer reparos e reformas em casa

Fazer uma parede com cimento queimado ou montar uma textura com hexágonos em relevo são missões que todo mundo pode criar e sem pesar no bolso. É o que tenta mostrar uma turma de youtubers que mantém canais de reparos e reformas para a gente mesmo fazer, no estilo DIY, o “faça você mesmo”.

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Neste momento em que as pessoas ficam mais tempo em casa, eles veem o acesso a seu conteúdo crescer e até mesmo produções antigas estão ressuscitando. Paulo Biacchi, que passou por programas como o Decora, na GNT, e o É de Casa, da Globo, produz há cinco anos seu canal em paralelo.

<span class=”hidden”>–</span>Reprodução/Veja SP

Ficou impressionado quando notou que as visualizações da sua série de vídeos sobre concreto aumentaram. Na toada, tem opções para fazer em rosa e o marmorizado, gravado em 2017, que, segundo ele, saltou de 200 000 views para mais de 800 000 views na quarentena. Também viu comentários positivos serem postados na dica da parede de cimento queimado, feito com menos de 30 reais e de fácil aplicação. “As pessoas tinham um preconceito com o artesanal, de que era cola quente e papelão, mas conseguimos, sim, fazer produtos bonitos, com os materiais corretos”, afirma.

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<span class=”hidden”>–</span>Reprodução/Veja SP

Gui Toledo, do Canal Partiu Alasca, concorda. Ele começou o projeto audiovisual entre 2016 e 2017 com a namorada, Janaína Isabel. Os dois decidiram viajar até o estado americano com uma van, que precisou de reparos no meio do caminho. Tudo foi registrado pelas câmeras. “Nós, brasileiros, temos a autoestima baixa nesse quesito de trabalhos manuais, e eu quero mostrar que a gente pode pôr a mão na massa e realizar”, diz.

<span class=”hidden”>–</span>Reprodução/Veja SP

As suas produções vão desde repaginações simples, como revestimento de parede de hexágonos com gesso, ao custo de 7 reais por metro quadrado, queridinho dos internautas durante o isolamento, até trabalhos mais elaborados, como o balanço, o rack para TV e, nos mais recentes, um espelho com iluminação de LED para penteadeiras. Com produtos fáceis de conseguir e manusear.

Quem também se surpreendeu com a repercussão de suas criações foi Eduardo Wizard, de 23 anos, morador da cidade de Ortigueira, no Paraná, com pouco mais de 20 000 habitantes. Com seu canal há cinco anos, ele percebeu que chegavam ao seu perfil cerca de 2 000 novas pessoas por dia, desde março, o que levou a 960 000 inscritos. Sua obra favorita é a reforma que fez no quarto da mãe, por 100 reais. Repaginou cômodos da casa da avó, dos tios e dos amigos também, mas não cobra por isso. “Gosto de mostrar que se eu, que moro numa cidade que não tem loja de tinta, consigo fazer uma transformação em um ambiente, qualquer um pode”, explica.

<span class=”hidden”>–</span>Reprodução/Veja SP

Como ele faz as cores? “Tinta branca e pigmento. Recebo perguntas dos nomes dos tons, mas não tem, fui testando mesmo”, afirma. Na onda, entram também as mulheres, como Maddu Magalhães e Paloma Cipriano, que, além das reformas, explica como fazer reparos do dia a dia, por exemplo, trocar uma tomada de lugar sem quebradeira. “Tudo bem se não ficar perfeito, dá orgulho só de ter conseguido fazer”, diz Toledo. Além disso, muitos têm encarado o “faça você mesmo” como terapia. “É um momento de desconexão: não tem como fazer um furo na madeira e mexer no celular ao mesmo tempo”, garante Biacchi.

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KIT DE SOBREVIVÊNCIA

<span class=”hidden”>–</span>Reprodução/Veja SP

Parafusadeira > R$ 99,00, na Americanas.com.br
Jogos de pregos de aço > A partir de R$ 5,80, na Amazon.com.br
Serra Tico-Tico > Para os avançados. R$ 183,50, na Americanas. com.br.

<span class=”hidden”>–</span>reprodução/Veja SP

Jogo de chaves de fenda e Philips > R$ 21,60, na Amazon.com.br
Jogos de parafusos e buchas >A partir de R$ 12,90, na Americanas.com.br

<span class=”hidden”>–</span>Reprodução/Veja SP

Estilete > R$ 1,90, na Americanas.com.br 
Martelo > A partir de R$ 7,90, na Amazon.com.br 

Preços pesquisados no dia 17 de julho de 2020.

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Que fofura: idosos reproduzem capas de álbuns famosos

Os moradores da casa de repouso Sydmar Lodge Care Home, em Londres, estão lidando com o tédio da quarentena de forma criativa.

O lar está fechado desde o dia 12 de março para visitantes e o coordenador de atividades, Robert Speker, teve a ideia de recriar capas de álbuns famosos, em que os idosos imitam estrelas do mundo da música.

A postagem de Robert no Twitter, divulgando o resultado final da produção, em pouco tempo se tornou viral. De acordo com ele, os moradores do lar fizeram os próprios penteados e maquiagem e desenharam tatuagens falsas para a sessão de fotos. “Tive essa ideia há um mês. Comecei a tirar as fotos e a escolher quais moradores tinham uma vaga semelhança com o artista”, disse à BBC.

As criações ilustram uma campanha de arredação de fundos para a casa, que enfrenta desafios em meio à pandemia do novo coronavírus. Clique na seta da galeria para ver todas as imagens.

Sydmar Lodge Care HomeReprodução
Sydmar Lodge Care HomeReprodução
Sydmar Lodge Care HomeReprodução
Sydmar Lodge Care HomeReprodução
Sydmar Lodge Care HomeReprodução
Sydmar Lodge Care HomeReproduçãoDivulgação

Adriana Birolli rebate críticas à Fina Estampa

Adriana Birolli tem passado a quarentena se assistindo na TV todas as noites. Longe da Globo desde 2017, a atriz está no ar em duas novelas reprisadas por conta da pandemia do novo coronavírus, interpretando Patrícia em “Fina Estampa” e Lorena, em “Totalmente Demais”.

“Não perco um capítulo! Posso acompanhar mais a história da novela, rever os colegas, lembrar dos bastidores. Está sendo uma experiência muito gostosa. A repercussão nas redes está maravilhosa. As novelas fizeram muito sucesso na época e agora estão repetindo esse sucesso”, contou em entrevista ao UOL.

Com tempo para refletir sobre o próprio trabalho, Adriana disse tentar não se cobrar demais. “É difícil eu me avaliar. Não sei se sou muito crítica. Eu assisto com olhar crítico, sem dúvidas, e melhoraria muita coisa. Mas já faz muitos anos. Sou uma pessoa diferente, com outra maturidade, outra visão de mundo. Hoje, vejo tudo com distanciamento”, confessa.

Apesar do grande sucesso de audiência, “Fina Estampa” vem recebendo críticas e até virando tema de piadas na internet. Adriana diz lidar bem com isso. “Todo trabalho recebe críticas. São bem-vindas. ‘Fina Estampa’ fez muito sucesso, tem personagens emblemáticos que caíram no gosto do povo. [Dizer que a] novela é ruim não é crítica. Todas têm coisas boas, outras que poderiam ser melhores. Se fez tanto sucesso antes e agora… A audiência é maior do que a de ‘Amor de Mãe’!”, defende.

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Em casa e sem trabalhar, a atriz também mostrou insegurança sobre a previsão de volta das gravações. “Não sabemos quando nosso mercado vai voltar. Não é só uma questão de reabrir, o público precisa ter coragem de ir ao teatro. Acho que vou poder voltar a fazer apresentações a céu aberto aqui em casa em um tempo menor. Tenho projetos de cinema para janeiro, mas não sabemos o que vai acontecer”, desabafa.

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Entretanto, com as reprises da novela no ar, tem se aproximado de antigos colegas de trabalho. “Cada trabalho acaba virando um núcleo familiar. Quando estamos gravando, passamos mais tempo com os colegas do que em casa. O que eu mais sinto falta é dessas pequenas famílias que a gente vai formando ao longo da carreira. Agora, com ‘Fina Estampa’ no ar, acabei retomando contato com alguns, relembrando situações”.