Apoiadora do “Não Demita” demite centenas de funcionários

A PwC demitiu cerca de 600 funcionários de suas operações no país na semana passada como reflexo direto da crise acarretada pela pandemia do coronavírus. A gigante de auditoria e consultoria foi uma das apoiadoras do Não Demita, movimento criado por Daniel Castanho para evitar desligamentos de funcionários durante a crise da Covid-19. As companhias signatárias do movimento criado em março se comprometiam a manter seus quadros de empregados até o dia 31 de maio.  A PwC respeitou o período e esperou até quinta passada, 9, para efetuar os desligamentos. Procurada por VEJA, a empresa não quis comentar o enxugamento de sua força de trabalho no Brasil.

Segundo Daniel Castanho, o Não Demita contou com 4 000 adesões de empresas e foi responsável por evitar o desligamento de 2 milhões de funcionários diretos em todo o Brasil até o fim de maio. Bradesco, Magalu, Vivo, Boticário, em um total de 4 000 companhias, ajudaram a engrossar o movimento.

Milton Ribeiro no MEC é triunfo da família e projeto de Deus, diz igreja

A Igreja Presbiteriana Jardim da Oração, sediada em Santos, litoral paulista, divulgou boletim na tarde deste sábado, 11, para parabenizar o reverendo e pastor Milton Ribeiro por ter recebido o convite para assumir o cargo de ministro da Educação. Para explicar a escolha de Ribeiro, a entidade recorreu à passagem bíblica de João (3.27): “Um homem não pode receber coisa alguma, se do céu não lhe for dada”. A entidade vê o momento como uma vitória do pastor Milton.

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Ribeiro foi convidado para assumir o MEC nesta sexta-feira, 10, após uma crise sem precedentes na pasta. O comunicado de felicitações da igreja diz que o convite do pastor é divino: “é o triunfo da integridade, da sólida confiança em Deus e da convicção de que a família é um projeto de Deus.”

A indicação de Ribeiro tem sido considerada como uma vitória da bancada evangélica. A Igreja Presbiteriana Jardim da Oração também desejou sucesso ao reverendo em seu novo cargo: “Que Deus seja bondoso: livre o do mal e o conduza em vitória neste desafio titânico. Devotamo-nos diante de Deus pelo seu bem e oferecemos nosso apoio e oração. Parabéns.”

Para além das alegrias da escolha, também há polêmicas. Ribeiro deletou um vídeo em que falava da “vara da disciplina” para educar. Ele tem sido atacado no que tem sido visto como um exemplo do uso da força física para disciplinar crianças.

Michelle Bolsonaro e filhas testam negativo para Covid-19

Michelle Bolsonaro anunciou na manhã deste sábado, 11, que ela e suas duas filhas testaram negativo para a Covid-19. Assim como todos que estiveram ao lado de Jair Boslonaro, a primeira-dama se submeteu ao teste para saber seu status. “Minhas filhas e eu testamos negativo para Covid-19. Agradeço as orações”, escreveu no Instagram. Após indisposição e febre, o presidente realizou o teste, que confirmou ter contaminado o vírus. Segundo a secretaria de comunicação, o quadro de Bolsonaro “evolui bem, sem intercorrências”.

O presidente tem despachado do Palácio do Alvorado, de onde faz reuniões por videoconferências com ministros.

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Ticiana Villas Boas sai do casulo três anos após delação de Joesley

Em 2017, assim que vieram à tona as gravações feitas por seu marido, Joesley Batista, com o então presidente Michel Temer, afundando o país em uma crise sem precedentes, Ticiana Villas Boas deixou de apresentar o Bake Off Brasil, reality de confeitaria do SBT, e sumiu das redes e da vida social. Há duas semanas, ela pôs fim à quarentena. Em sociedade com a amiga Tatiana Amorim, abriu uma estupenda loja de mobiliário brasileiro contemporâneo em São Paulo, chamada +55 Design.

Com projeto do estrelado arquiteto Arthur Casas, o empreendimento não saiu por menos de 10 milhões de reais e vende peças exclusivas e muito bonitas de nomes como Marcio Kogan e Guto Requena. No período de sumiço, Ticiana descreveu às amigas que sair de cena exigiu um alto preço para alguém acostumado aos bons luxos da vida. Numa postura low profile, deixou completamente de ir a festas, onde usava joias nababescas, e reduziu as viagens, com receio de ser hostilizada. Aos mais chegados, enviava fotos dos filhos em grupos de Whats­App.

Leia nesta edição: os voluntários brasileiros na linha de frente da corrida pelo imunizante e o discurso negacionista de Bolsonaro após a contaminaçãoVEJA/VEJA

Jantares só ocorriam em um círculo bem restrito de amigos, do qual fazia parte o jornalista Ricardo Boechat, morto em um acidente de helicóptero em fevereiro de 2019. A previsão de Ticiana era abrir a loja de mobiliário em março, mas daí veio a Covid-19, que forçou o adiamento do plano. Durante a pandemia, o refúgio escolhido foi a Bahia, onde ficou entre abril e maio na companhia dos dois filhos. Agora, em paralelo à abertura da +55 Design, Ticiana tem conversado com o SBT para voltar a ter um programa na emissora. Recentemente, a reportagem de VEJA esteve na loja e deu de cara com Joesley Batista, de máscara e bem mais grisalho, fazendo um tour com um arquiteto. O amor é lindo, assim como os sofás feitos com madeiras certificadas, que chegam fácil ao custo de 50 000 reais.

Fachada da loja 55-Design, onde Ticiana Villas Boas é uma das sócias-fundadoras, em São Paulo: fim da quarentena após a delação-bomba de JoesleyKaio Lakaio/VEJA

Publicado em VEJA de 15 de julho de 2020, edição nº 2695

Academia de luxo investe 400 000 reais para se tornar “anticovid”

Personal trainer de Marina Ruy Barbosa e Taís Araújo, Rodrigo Sangion abriu a carteira para transformar a sua academia Les Cinq Gym, em São Paulo, com mensalidade na casa de 1 000 reais, em um local seguro para a reabertura a partir do dia 13 deste mês. “Eu investi 400 000 reais para ter tecnologia e segurança de ponta”, diz. Haverá sensor facial para o aluno entrar sem encostar na catraca e também ativar o aparelho de treino, funcionários para limpar equipamento a cada uso e dedetização no padrão de UTI”, enumera. O setor de academias perdeu, no geral, 40% dos alunos durante a pandemia. Sangion diz não ter demitido ninguém. “Na verdade, contratei mais gente para reforçar os cuidados.”

Acrílico com mesmo tom da decoração da academia: investimento para levar segurança aos alunos em tempos de coronavírusAcervo Pessoal/VEJA
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Publicado em VEJA de 15 de julho de 2020, edição nº 2695

A guerra de Felipe Neto contra Antonia Fontenelle nos tribunais

Felipe NetoReprodução/Instagram

Alvo de uma montagem publicada no Instagram há três semanas pela blogueira Antonia Fontenelle que o ligava ao crime da pedofilia, o youtuber Felipe Neto foi para a guerra judicial. Ele e seu irmão Lucas, também atingido pela peça, adotaram a estratégia de Caetano Veloso contra Olavo de Carvalho: a de requerer multa diária pelo descumprimento da ordem judicial de deletar o conteúdo em questão. Felipe pediu 20 000 reais por dia, além de multa de 200 000 reais por indenização. O advogado Leonardo Ribeiro da Luz Fernandes alegou fake news com risco de retaliações física e financeira. Felipe Neto tem 12 milhões de seguidores no Instagram; Fontenelle, 3 milhões.

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Publicado em VEJA de 15 de julho de 2020, edição nº 2695

Por que Juliana Paes é espécie rara da Globo

Juliana Paes.Reprodução/Instagram

A beleza estonteante já faria de Juliana Paes um ser raro sob qualquer ângulo, mas os predicados da moça vão além disso. A atriz permanece no cada vez mais restrito grupo de atores com contratos de longo prazo com a Globo por seu talento, carisma e disposição. Juliana deve voltar ao horário nobre como protagonista de A Força do Querer, de Glória Perez, sondada para ser reprisada ao fim de Fina Estampa. Rever a trama será uma forma de contabilizar o estrago produzido pela política de corte da emissora. Cerca de 70% dos atores da novela que foi ao ar em 2017 não integram o casting fixo da casa, entre eles nomes como Maria Fernanda Cândido, Marco Pigossi, Dan Stulbach e Zezé Polessa — mas, ufa!, temos ainda Juliana.

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Publicado em VEJA de 15 de julho de 2020, edição nº 2695

Grupo Fasano realiza obras para retomar as atividades

Grupo conhecido pela excelência gastronômica e obsessão pelo serviço impecável, o Fasano tem preparado algumas mudanças para retomar suas atividades com a reabertura do setor. O restaurante principal, que leva o sobrenome da família fundadora do negócio, volta a operar no dia 1 de agosto — quando o Hotel Fasano reabre as portas. As unidades do Trattoria e do Panini estão em atividade para o almoço, assim como o Parigi Bistrot e Panini do Shopping Cidade Jardim.

Mudanças significativas terão Gero e Parigi, dois dos principais restaurantes frequentados por quem manda no PIB do Brasil. Ambos estão em obras neste momento para abrir com um conceito novo: mais arejado, iluminado e seguro para evitar a Covid19. “Lugar ao ar livre veio para ficar após a pandemia”, diz Rogério Fasano. O Gero, nos Jardins, vai ganhar uma claraboia totalmente retrátil em cima de seu suntuoso bar, além de pequenos reparos em seu terraço externo. Já o Parigi, no Itaim Bibi, ganhará uma enorme área aberta onde antes funcionava o gazebo, bastante requisitado para eventos, com capacidade para 50 pessoas.

Capelão do Emílio Ribas, João Mildner fala sobre fé, dor e solidão na UTI

O padre gaúcho João Mildner dá expediente todos os dias, faça chuva ou faça sol. Seu ambiente de trabalho não é uma igreja convencional. Ele atua como capelão do Hospital Emílio Ribas desde 1992. Chegou ao principal centro de referência de infectologia do Brasil justamente no auge da epidemia da aids. Deu a unção dos enfermos aos montes por dia. Hoje, no front da Covid-19, ele traça paralelo entre o momento atual e os anos 90: a solidão. Os pacientes travam suas batalhas sozinhos. Antes por abandono da família, hoje porque os parentes não podem ficar perto por haver o risco de contaminação.

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O padre que morou anos em Horizontina e conta que pegou Gisele Bündchen no colo (“trabalhei em um banco ao lado da mãe dela”) conta a sua rotina para levar fé, conforto e esperança às pessoas:

Sempre atribulada, de segunda a segunda, e com alegria de levar uma palavra de conforto a quem trava uma batalha pela vida em um dos lugares de maior vulnerabilidade na Terra: o leito de um hospital. É assim que defino minha missão como pároco do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, centro de referência em infectologia. Vindo do Rio Grande do Sul, eu comecei esse trabalho em 1992. Era o auge da epidemia da aids, quando muitas pessoas morriam e não havia o coquetel de remédios que devolveu vida e esperança aos pacientes. Para se ter uma ideia, havia dias com mais de dezoito óbitos. Eu fiz milhares de ritos de unção dos enfermos, dando uma palavra de conforto para quem está em estado de saúde grave. Embora sejam questões muito diferentes, eu vejo uma comparação clara entre a epidemia do HIV e a pandemia da Covid-19: a solidão, tão ou mais dolorosa do que muitas doenças.

Mas há uma diferença brutal entre a forma como ela ocorre. Na questão da Aids, os familiares jogavam os parentes aqui e não queriam mais saber deles. Eu vi muita gente perguntar por seus pais e irmãos, e nós não tínhamos o que falar. Tinha gente que se recuperava de enfermidades e, então, na hora da alta, descobria não ter mais para onde ir. Havia o estigma de ser o “câncer gay” e circulava muita desinformação sobre a forma de contaminação. Quantos enterros foram realizados sem ter ninguém para segurar o caixão — por preconceito e, em alguns casos, medo de se contaminar. Hoje, com a Covid, os familiares querem estar aqui com seus entes, mas por recomendação médica, todos precisam estar distantes. Há quem fique aqui mais de um mês lutando pela vida sem ver o rosto de um parente. A solidão dói, mas agora ela é obrigatória, em prol de um bem maior.

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Antes da Covid, eu fazia missa todas as segundas na capela do hospital, com a presença de médicos e pacientes, e visitava os quartos de doentes todos os dias. Tudo isso acabou. Agora, faço as minhas orações sozinho em nome dos profissionais de saúde e daqueles que lutam pela vida nas UTIs. Nunca tinha rezado tanto por colegas de saúde. Muitos médicos e enfermeiros foram afastados de suas funções, fora aqueles que em nome do trabalho estão distantes de netos e filhos. Sinto falta do olho no olho com o paciente, de segurar as mãos. Agora, rezo e peço ajuda de forma solitária. Também precisei me adaptar às novas demandas. Fiz nesse período um velório por videochamada. A família ficou confortada ao me escutar rezando durante a partida do ente querido. Temos de encontrar meios de chegar a quem precisa, não importa se dentro de uma igreja ou pelo WhatsApp. A Covid-19 nos obriga a repensar valores.

O calendário do mundo é dividido entre antes e depois de Cristo, agora também será marcado como antes e depois da Covid. Por amor, fomos obrigados a nos isolar. Tivemos de reaprender a sentir saudade e, com isso, avaliar o que de fato importa. Trabalhar muitas horas por dia preenche a alma nesse novo mundo ou queremos mais tempo para fazer lição escolar com o filho? Corremos tanto de um lado para outro para quê? Recentemente, um médico daqui relatou que um paciente chegou ao hospital já sem chances de sobrevivência porque foi orientado por seu pastor a não procurar atendimento. Para mim, trata-se de um crime. Nós, cristãos, devemos crer no Deus da vida e da misericórdia. A medicina, por essência, brota na existência Dele: ela traz esperança e vida. Orientar um fiel a não tomar medicação é crime. A ciência deve ser respeitada e enaltecida pelos religiosos. Eu chorei algumas vezes durante a pandemia. Por mais habituado que eu esteja, é impossível não ficar emocionado ao testemunhar a mais triste das cenas: um parente receber a notícia de um óbito.

Hard Rock Cafe abrirá restaurante em São Paulo

Uma notícia boa em meio ao quebra-quebra do setor de bares e restaurantes. São Paulo terá sua primeira unidade da rede de restaurantes Hard Rock Cafe. O negócio vai funcionar no ponto onde no passado operou o Friday’s, na Avena Cidade Jardim. O aluguel foi fechado por 85 000 reais.

A capital também vai ganhar em 2021 a primeira filial do Hard Rock Hotel, na Avenida Paulista, que contará com 100 milhões de reais para a reforma do Edifício Sumitomo. Procurado por VEJA, a empresa VCI SA, responsável por operar o Hard Rock no Brasil, não quis comentar.

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