Gucci doa 1,6 milhão de reais para combater a Covid-19 no Brasil

A grife italiana Gucci anunciou a doação de 1,6 milhão de reais para combater a Covid-19 no Brasil. Esse dinheiro será entregue à Fundação CDC. Trata-se da única marca de luxo a fazer uma doação para o segundo país mais afetado do mundo pela pandemia, em sinal de respeito com a consumidor local. Integrante do grupo Kering, a Gucci tem nove lojas no Brasil — uma décima será aberta em São Paulo no Shops, com 500 metros quadrados. A marca possui como estilista o italiano Alessandro Michele.

Louis Vuitton e Dior, duas das grifes mais longevas no país, não fizeram doações até o momento.

Leia nesta edição: a pacificação do Executivo nas relações com o Congresso e ao Supremo, os diferentes números da Covid-19 nos estados brasileiros e novas revelações sobre o caso QueirozVEJA/VEJA

 

Previsões, sexualidade e sumiço: Netflix estreia doc sobre Walter Mercado

Uma notícia muito boa no catálogo do streaming. A Netflix estreou nesta quarta, 8, um documentário inédito e próprio sobre a vida do astrólogo porto-riquenho Walter Mercado. Batizado no Brasil de Ligue Djá (não haveria outro nome possível, aliás), o filme conta em 1h36 a história do homem que virou estrela da TV em 1969 fazendo suas previsões. Ele era muito maior que seu ofício. Para além da astrologia, o público ficava mesmerizado diante da tela para ver seu figurino exuberante. Seu closet era uma mistura das roupas do americano Liberace com o brasileiro Cauby Peixoto: muito cetim, chiffon e joias. As capas bordadas eram dignas de figurinos de rainhas.

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O documentário explora as questões como sexualidade, perda de direitos de imagem e a fama de vidente, milagreiro e profeta. Um ponto alto trata de seus sumiços seguidos de teorias da conspiração. No Brasil, em propagandas de TV veiculadas em canais como SBT, ele ficou muito conhecido pelo bordão “ligue djá”. Nos Estados Unidos, o documentário se chama Mucho Mucho Amor. Para o astrólogo, o amor curava tudo. O Brasil era o segundo maior público de Mercado, para quem o sexo era algo, digamos, não palpável. “Faço sexo com a vida, com as roupas, com a beleza.”

Mercado morreu em sua natal San Juan, Porto Rico, em novembro de 2019. Tinha 87 anos, quando já havia desaparecido da TV — mas suas caras e bocas forneceram matéria-prima para uma fábrica de memes.

Brasil registra recorde na venda de brinquedos eróticos na pandemia

A pandemia da Covid-19 e a necessidade de isolamento social turbinaram o mercado nacional de brinquedos eróticos. No Brasil, entre março, abril e maio foram vendidos 1 milhão de vibradores — 50% a mais do que o mesmo período do ano passado. O levantamento é do portal Mercado Erótico.

“Os lojistas nunca venderam tanto vibrador, consolos e plugs na história”, conta Paula Aguiar, fundadora do portal e ex-presidente da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sexual. O item mais comercializado foi o vibrador do tipo bullet. Ele é pequeno e funciona com controle remoto. “Trata-se da porta de entrada para esse mercado: o primeiro brinquedo sexual da mulher por ser potente, barato e fácil de manusear”, afirma Aguiar.

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Existem inúmeras variações de bullets. “Há modelos que começam a partir de 100 reais até outros banhados a ouro e sem fio”, conta a especialista. Em abril, VEJA publicou uma reportagem sobre como o coronavírus afetou a vida sexual de todos: solteiros e casados. Com solteiros receosos de se relacionar com desconhecidos e casados estressados pela convivência, a pandemia atingiu em cheio a vida (e a libido) de todos.

Sara Winter queria mais popularidade, só que o tiro saiu pela culatra

A ativista radical Sara Winter pensou que sairia maior do que entrou da prisão. Ela calculou diversos ataques contra ministros do Supremo Tribunal Federal e contra as instituições, de olho em ganhos políticos e eleitorais. Mas o tiro saiu pela culatra. Ao contrário do que se esperava, a saída da cadeia não fez com que a ex-aspirante ao BBB e ex-feminista ganhasse mais projeção em seu canal do YouTube. Seus vídeos recentes somam 13 000, 20 000 e 56 000 visualizações.

Tratam-se de números menores em comparação às cifras alcançadas por ela antes da prisão, ocorrida no curso da investigação do inquérito que apura o incentivo e a realização de manifestações antidemocráticas. No período anterior à breve estadia na Penitenciária do Distrito Federal, ela chegava a atingir mais de 100 000 visualizações em peças mostrando sua virulência e raiva à frente do ‘300 do Brasil’, grupo que chegou a fazer manifestações contra o STF com indumentária que remetia ao grupo supremacista americano Ku Klux Klan.

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Não bastasse o declínio de seu engajamento, Sara também foi alvo de intervenções do YouTube. A rede derrubou dois vídeos da mulher investigada por atentar contra a democracia. Um deles se chamava “Joice me xingou de vagabunda” (tirado por assédio e bullying) e outro tinha o nome de “Palestra – ideologia de gênero para os 300 do Brasil” (derrubado por discurso de ódio). Procurado por VEJA, o YouTube não confirma oficialmente essa ações.

Com tornozeleira eletrônica e restrição para se encontrar com outros investigados no mesmo inquérito, ela hoje pede dinheiro por grupos de WhatsApp e diz que o objetivo do ministro Alexandre de Moraes é acabar com a renda de “ativistas” de direita.

Atores continuam no escuro na Globo sobre o retorno das novelas

Atores e diretores da Globo ainda estão cheios de dúvidas a respeito do retorno das gravações das telenovelas, interrompidas pela primeira vez na história devido à pandemia. Há duas semanas, o diretor Ricardo Waddington marcou uma reunião com alguns protagonistas de tramas que terão as gravações retomadas, casos de Amor de Mãe e Salve-se Quem Puder. Artistas saíram do encontro, de mais de duas horas de duração, da mesma forma que entraram: sem ter certeza de nada.

Um dos pontos abordados na reunião foi o de como o tema pandemia vai entrar nos roteiros.  Qual seria a melhor abordagem? Algum personagem pode ter sido contaminado? Ou fazer um aviso sobre a retomada e seguir o roteiro original? Nenhum martelo foi batido.

A emissora deve adiar a retomada das gravações, do dia 27 de julho para 3 de agosto. Todo o protocolo de segurança tem sido criado e revisado. Maquiagens devem ser trazidos de casa, assim como a quase total ausência de figurantes. Haverá o mínimo de pessoas possível dentro do set de filmagem.

Olavo de Carvalho: os bens, ganhos e dívidas do guru dos Bolsonaro

Às voltas com um tumultuado processo judicial movido por Caetano Veloso no qual pode ser condenado a pagar uma multa de 2,8 milhões de reais, Olavo de Carvalho tem se queixado de dívidas e problemas financeiros. Nas alegações finais da defesa, foi anexada a declaração de imposto de renda de 2017 do mentor intelectual da família Bolsonaro. Olavo apresentou esse documento para justificar seu pedido de gratuidade nas custas do processo, algo concedido pela Justiça a pessoas carentes. A ação corre na 50ª Vara Civil do Rio de Janeiro, onde foi estabelecida a multa milionária pelo não cumprimento de uma ordem judicial para Olavo retirar do ar posts considerados ofensivos ao cantor.

O patrimônio declarado dele somava em 2017 um total de 260.533,76 reais. A relação inclui doze lotes no Balneário Maria de Lourdes, em Iguape, litoral de São Paulo, adquiridos 1969 e com valor escritural total de 162.463,65 reais. A casa localizada na Rua Filmore, em Petersburg, na Virgínia, aparece na declaração avaliada em 74 354 reais. Conforme revelou a reportagem de VEJA sobre os bastidores da batalha judicial que tira o sono de Olavo, este imóvel foi vendido em fevereiro de 2020 por 72 500 dólares, meses após o guru receber a primeira condenação na Justiça no processo movido por Caetano Venoso.

Casa na Virgínia: vendida dois meses após a condenação, imóvel constava na declaração de IR de 2017//Reprodução

Na petição entregue à Justiça no dia 30 de junho para tentar anular ou diminuir drasticamente o valor da multa de 2,8 milhões de reais, o advogado de Olavo, o gaúcho Fernando Malheiros Filho, afirma que Caetano tem uma “salivação” financeira diante da soma da multa aplicada pela Justiça.

No dia 6 de junho, o filósofo postou um vídeo em suas redes sociais em que chamou o presidente de “covarde”, afirmou ter poder para derrubar o governo e pediu ajuda financeira. “Neste dia, aliás, deu-se o pico de menções a Olavo de Carvalho no último ano: foram publicados 190 100 menções ao filósofo, repercutindo vídeo dele com críticas duras a Bolsonaro”, explica André Eler, gerente de relações governamentais da agência Bites.

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Pelo menos em 2017 (a declaração de 2018 não consta no processo), o guru estava no vermelho. Olavo declarou ter encerrado aquele ano com uma dívida de 351.577,58 reais em banco, valor superior ao de seus ganhos no período. Foram duas as principais fontes de renda: ele declarou ter recebido 87.565,25 reais pela venda de seus livros, da Editora Record.  A comercialização de seus cursos online tiveram um resultado melhor: 106.599,89 reais, pagos pela Cedet Centro de Desenvolvimento Profissional.

Raquel Krähenbühl, a correspondente em ascensão na Rede Globo

Com a proximidade das eleições americanas (em novembro) e a onda de protestos contra o racismo (deflagrada com a morte de George Floyd, em maio), Raquel Krähenbühl tem se destacado ainda mais nos telejornais da Globo e Globo News. Ela se tornou o rosto das coberturas mais quentes do noticiário internacional, conquistando espaço na grade das emissoras mesmo em meio aos assuntos explosivos do Brasil. Sediada em Washington, Raquel cobre Casa Branca todos os dias. “Vou de mochila, celular e carregador extra de bateria”, diz. O tripé onde coloca o smartphone, dispositivo pelo qual grava e realiza transmissões ao vivo, é deixando dentro do setor de imprensa na própria Casa Branca.

Raquel se mudou para os Estados Unidos em meados dos anos 2000 após formar-se em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Chegou sem dominar o inglês — e foi então batalhar por um lugar ao sol. De cara, conquistou um emprego na produtora de Luís Fernando Silva Pinto, há mais de 20 anos correspondente da Globo na capital americana. “A tecnologia tem sido uma facilitadora: hoje o celular resolve quase tudo, facilita a locomoção e diminui custos de transmissão”, diz. “Mas tem uma equipe resulta em imagens melhores.”

A jornalista afirma que, apesar da perseguição de Trump contra a imprensa, o atual presidente americano é mais aberto às perguntas de jornalistas durante as coletivas. Além disso, ele permite maior acesso às reuniões.

Confidente de Michelle Bolsonaro, maquiador tem história de superação

O uruguaio Agustin Fernandez chegou à rodoviária de Florianópolis com 700 reais no bolso para fazer a vida, em 2011. Trabalhou em alguns salões da cidade e hoje, aos 28 anos, se tornou um dos profissionais de beleza com mais seguidores do Brasil: soma 2,8 milhões de fãs no Instagram. A fama ajuda o maquiador a faturar mais de 1 milhão de reais por ano vendendo cosméticos e maquiagens da sua linha Loja do Divo. “Antes da pandemia, eu me preparava para abrir quiosques da minha linha de maquiagem”, diz. O plano foi adiado. Fernandez diz ter dado um aumento salarial para sua equipe atravessar as turbulências causadas pela Covid -19. Nos bastidores de Brasília, ele é apontado como o melhor amigo e confidente de Michelle Bolsonaro, sua cliente. O maquiador tem trânsito livre no Palácio da Alvorada, onde passou o último Natal e já preparou jantares para a primeira-dama.

Leia nesta edição: a pacificação do Executivo nas relações com o Congresso e ao Supremo, os diferentes números da Covid-19 nos estados brasileiros e novas revelações sobre o caso QueirozVEJA/VEJA

Publicado em VEJA de 8 de julho de 2020, edição nº 2694

Ticiane Pinheiro: no front da Cruz Vermelha

Uma das entidades filantrópicas mais conhecidas do mundo, a Cruz Vermelha vai organizar uma campanha do agasalho em outro formato. Devido à pandemia, a associação pede roupas e cobertores novos, e não itens usados como sempre fez, além de produtos como sabonete e álcool em gel. “Queremos arrecadar 35 toneladas entre itens de vestimenta e de higiene pessoal”, diz Ticiane Pinheiro, madrinha da campanha. Para quem quiser doar, é possível descobrir o ponto de coleta mais próximo de casa ou do trabalho pelo site da Cruz Vermelha. “A meta é ajudar 30  000 pessoas”, afirma Ticiane.

Publicado em VEJA de 8 de julho de 2020, edição nº 2694

Inconfidências no banheiro: os planos de trabalho de Sabrina Sato

Após terminar o reality show Made in Japão na semana passada, Sabrina Sato terá alguns dias de férias da Record, antes de começar as reuniões sobre o novo programa que vai ao ar neste semestre. “A atração deve ser ao vivo e sem plateia, em respeito ao momento atual”, diz. Até lá, ela continua no ar apenas na internet, com um quadro em seu canal no YouTube no qual entrevista celebridades — cada uma em seu banheiro. “É o lugar mais sagrado e íntimo da casa, onde podemos ficar sozinhos ou apenas acompanhados do nosso celular”, justifica. Juliana Paes disse gostar de brinquedos eróticos e a cantora Anitta detalhou como usa o sabonete no corpo. “Penso em fazer dessa série um programa de TV”, diz Sabrina. Pelos assuntos quentes abordados, talvez seja preciso transmitir na madrugada.

Publicado em VEJA de 8 de julho de 2020, edição nº 2694