Espetáculo on-line atrai público internacional e rende gafes via Zoom

Uma das primeiras estreias teatrais on-line, a comédia Deus Me Live! — A Noviça Mais Rebelde rendeu momentos inusitados ao produtor Leonardo Leal, 45, e ao ator Wilson de Santos, 52. “Como a mulher que viu a peça enquanto fazia escova no salão”, diverte-se Santos. Com camarim e palco montados em um apartamento da Consolação, a produção já atraiu público de Portugal e Nova York em sessões com cerca de 150 pessoas. “Não ter plateia presencial é horrível, só respiro melhor quando acaba e vamos para o bate-papo”, admite o ator, que interpreta a freira há onze anos. “Eu me agarrei a essa experiência e muitos se surpreendem com a montagem. A tecnologia não anula o teatro tradicional, mas veio para ficar.”

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Camarim adaptado em apartamento na ConsolaçãoDivulgação/Divulgação
<span class=”hidden”>–</span>Divulgação/Divulgação

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Publicado em VEJA SÃO PAULO de 15 de julho de 2020, edição nº 2695.

O sucesso do drive-in: conheça seis espaços que exibem filmes na pandemia

Com os cinemas fechados, o drive-in virou moda e anda fazendo sucesso na cidade. Já são cinco espaços em que você assiste a um filme (ou até um show) de dentro do carro. O do Belas Artes, no Memorial da América Latina, e o Arena Sessions, no Allianz Parque, têm seus ingressos esgotados rapidamente. Na semana passada, o Tom Brasil inaugurou o seu. Confira preços e os filmes que estão sendo exibidos em cada um deles.

Belas Artes Drive-in > Parceria entre o Petra Belas Artes e o Memorial da América Latina, com apoio da Secretaria de Cultura do Governo do Estado, o drive-in mais badalado da cidade segue, ao menos, até agosto, com uma programação voltada para cults e clássicos. Abrigado no Memorial da América Latina, o espaço comporta até cem carros e o ingresso custa R$ 65,00 por automóvel (para até quatro pessoas). Muito disputadas, as entradas esgotam rapidamente. Mas ainda devem ter ingressos para as sessões de Blade Runner (dia 4 de agosto, às 18h), Casablanca e Cantando na Chuva, ambas em 9 de agosto, às 18h e 21h30, respectivamente. Venda de ingressos e mais informações: cinebelasartes. com.br/drive-in. Rua Tagipuru, portão 2, Barra Funda.

Drive-in do Belas Artes no Memorial da América LatinaDivulgação/Divulgação

Arena Estaiada Drive-in > Com vista para a Ponte Estaiada, o espaço tem capacidade para cem automóveis e funciona de terça a domingo. O ingresso, que custa R$ 100,00 por carro (com até quatro pessoas), tem 5% do valor destinado à ONG Fome de Música. Pedidos de comidinhas e bebidas são feitos pela internet e entregues na janela do veículo ou retirados na entrada. Neste sábado (11), às 21h, é a vez do drama italiano, premiado com o Oscar, A Vida É Bela, e, à meia-noite, a sessão é com o terror Pânico. Venda de ingressos e mais informações: ingresse.com/arena-estaiada-drive-in. Avenida Ulysses Reis de Mattos, 230, Real Parque.

Drive-in Arena Estaiada: com vista para a ponteDivulgação/Divulgação

Tom Brasil Experience Drive-in > A casa de espetáculos inaugurou seu drive-in no dia 4 de julho com filmes comerciais, sucessos de bilheteria e longas infantis, como Detetives do Prédio Azul, De Pernas pro Ar 3, Jurassic Park e John Wick. Mas há filmes mais esfuziantes, a exemplo de La La Land (dias 25 e 31 de julho, às 21h), Pulp Fiction (17 de julho, às 20h), Kill Bill — Volume 1 (neste sábado, 11, às 21) e Kill Bill — Volume 2 (dia 24, às 20h). Com uma tela de led de 722 polegadas, o “cinema” pode abrigar 110 carros e o ingresso, por automóvel (até quatro pessoas), custa R$ 96,00. É possível fazer pedidos, por QR code, de pipoca, pastéis, cervejas, refrigerantes e até algodão doce. Venda de ingressos e mais informações: tombrasilexperience.com.br. Rua Carmo do Rio Verde, 152, Chácara Santo Antônio.

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Arena Sessions > O drive-in instalado no Allianz Parque, que segue, a princípio, até 19 de julho mistura exibição de filmes, shows e stand-up presenciais. Os ingressos para filmes e shows estão esgotados, mas no domingo (19), às 15h, ainda há entrada para o espetáculo infantil 3 Palavrinhas (R$ 120,00). Venda de ingressos e mais informações: arenasessions.com.br. Rua Padre Antonio Tomás, 72, portão C2, Água Branca.

Arena Sessions: sucesso de públicoFlashbang/Divulgação

Cine Drive-in > A rede Cinesystem abriu dois espaços recentemente. A unidade na cobertura do Shopping Morumbi Town (Avenida Giovanni Gronchi, 5930) tem capacidade para cinquenta carros. O ingresso, por pessoa, custa R$ 20,00 (de segunda a quinta) e R$ 25,00 (de sexta a domingo). Entre os filmes estão Judy, Parasita e Um Dia de Chuva em Nova York. A unidade do Brás (Rua Visconde de Parnaíba, 946) tem o mesmo preço e funciona todos os dias. Venda de ingressos e mais informações: cinesystem.com.br 

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“Glee” está amaldiçoada? Relembre polêmicas envolvendo o elenco da série

O desaparecimento da atriz Naya Rivera, a Santana Lopez de “Glee”, na última quarta-feira (8), é mais uma tragédia relacionada ao elenco do programa musical que foi sucesso entre 2009 e 2015. A série adolescente explodiu tratando de temas como superação e inclusão, mas fora das telas notícias sobre os atores estão vinculadas a casos de prisão, morte e pedofilia.

Rivera, uma americana de 33 anos, participou de seis temporadas da série e sumiu após um passeio de barco no Lago Piru, na Califórnia. Segundo a polícia local, equipes de resgate seguem à procura da atriz. Naya alugou um barco por volta das 13h e saiu para navegar com o filho de quatro anos. Segundo o xerife do condado de Ventura, Eric Buschow, a atriz chegou a nadar no lago com o menino.

Policiais encontraram o garoto dormindo no barco por volta das 17h e, de acordo com o site TMZ, ele disse que a mãe havia pulado na água, mas não voltou. Ainda não confirmada, a hipótese mais provável até agora é a de afogamento.

O pai da criança é o ator Ryan Dorsey. Em 2017, Naya já havia sido presa, acusada de agredir o marido. De acordo a emissora WSAZ, Dorsey diz em sua acusação que foi atingido na cabeça e no lábio inferior enquanto levava os filhos para uma caminhada. Ele também teria dado à polícia um vídeo onde mostra que foi agredido. Na época, ela foi solta após pagar uma fiança de 1 000 dólares. Depois, entrou com um pedido de divórcio e Ryan abriu mão da acusação de agressão para dividir a guarda do filho.

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Abaixo, acompanhe as polêmicas envolvendo o elenco da série de Ryan Murphy:

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Acusação de pedofilia

No ápice de Glee, em 2010, um ensaio fotográfico para a revista GQ com os atores Cory Monteith, Lea Michele e Dianna Agron foi acusado de “beirar a pedofilia” por um conselho de pais que discute a programação da televisão americana, o Parents Television Council.

<span class=”hidden”>–</span>GQ/Reprodução

As imagens feitas pelo polêmico fotógrafo Terry Richardson, investigado por denúncias de abusos sexuais, mostram Michele e Agron vestidas de modo sensual. Michele também disse que não sabe como Terry Richardson os “convenceram a fazer metade das coisas”.

Na época, interpretando estudantes na série, Dianna Agron e Lea Michele tinham 24 anos, enquanto Monteith tinha 28.

Overdose

Em 2013, o ator Cory Monteith foi encontrado morto aos 31 ano. Ele estava em um hotel de Vancouver, no Canadá. As autoridades confirmaram que o protagonista da série morreu após injetar heroína e beber champanhe.

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Morte misteriosa

Já em 2014, o namorado da atriz Becca Tobin, que interpretava Kitty em Glee, também foi encontrado morto em um hotel na Filadélfia (EUA). A investigação sobre a circunstância da morte do executivo Matt Bendik, de 35 anos, foi inconclusiva. Nenhuma droga, medicação ou arma foi encontrada em seu quarto, e o motivo do falecimento nunca foi esclarecido.

De acordo com o tabloide britânico Daily mail, familiares de Bendik acreditam que ele tenha sofrido um ataque cardíaco devido a estresse.

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Morte e acusação de pornografia infantil

O Puck de Glee, Mark Salling, faleceu em 2018 aos 35 anos. O corpo de Salling foi encontrado pendurado em uma árvore perto do rio Los Angeles, em Sunland, meses depois do ator ter se declarado culpado pela posse de imagens de pornografia infantil.

Mark Salling em cena de divulgação de 'Glee' — Foto: Divulgação

Ele chegou a ser preso em dezembro de 2015 após a polícia local encontrar centenas de registros “de menores de idade em condutas sexuais explícitas”.

Em outubro de 2017, conseguiu acordo com o promotor para ser sentenciado a até sete anos de prisão, escapando de uma sentença que poderia chegar a 20 anos de reclusão.

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Em 2013, Salling também foi acusado de agressão sexual por uma ex-namorada. Ela disse que o ator teve relação sexual com ela sem proteção, apesar de ter insistido no uso de camisinha.

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Acusação de racismo

Em 2020 as polêmicas não pararam. Em meio ao movimento Black Lives Matter, após a morte do ex-segurança George Floyd, Lea Michele foi acusada de racismo por uma outra atriz de Glee. Samantha Marie Ware, a Jane do seriado, afirmou que a atriz e cantora fazia de sua vida no set “um inferno”.

Samantha Marie Ware acusou Lea Michele de

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“Você se lembra de quando fez da minha estreia na TV um inferno? Porque eu nunca esqueci. Eu acho que você disse a todo mundo que, se tivesse a oportunidade, ‘cagaria na minha peruca!’, entre outras pequenas agressões traumáticas que me fizeram questionar minha carreira em Hollywood”, escreveu Samantha em seu Twitter após Lea postar mensagens de apoio ao movimento antirracismo.

Vídeo de Supla dando entrevista em Cubatão diverte internautas e viraliza

O cantor Supla é um dos assuntos do momento no Twitter. Tudo graças a um vídeo que viralizou: o roqueiro, filho de Martha e Eduardo Suplicy, deu uma entrevista ao canal de TV da prefeitura de Cubatão, litoral de São Paulo, falando da gravação de um clipe que estava fazendo na cidade.

A música é “Kung Fu on You”. Supla explica que está respeitando o isolamento social ao trabalhar pelas ruas de Cubatão e, em seguida, interpreta um pouco do seu mais recente trabalho. O bom humor e a empolgação agitaram os internautas. Veja abaixo:

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A repercussão é grande:

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Nasce filho de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso

Nasceu, na noite desta quarta-feira (8), Zyan, terceiro filho de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso. O parto foi normal e aconteceu no Rio de Janeiro. Mãe e bebê passam bem.

A apresentadora já vinha dando sinais de que estava prestes a dar à luz em postagens recentes. Ela anunciou a gravidez em dezembro do ano passado.

O anúncio oficial por parte do casal deve ser feito ainda nesta quinta-feira (9), mas parentes e amigos já foram avisados. Giovanna e Bruno já são pais de Titi e Bless. 

Naya Rivera, de ‘Glee’, está desaparecida após passeio de barco

A atriz Naya Rivera, de 33 anos, está desaparecida desde a noite de quarta-feira (8) após sair para um passeio de barco no Lago Piru, na Califórnia, nos Estados Unidos. Ela estrelou seis temporadas do seriado “Glee”.

De acordo com a polícia local, equipes de resgate seguem as buscas. Informações apontam que a atriz alugou um barco por volta das 13h para navegar com o filho de 4 anos.

O xerife do condado de Ventura, Eric Buschow, disse que Naya chegou a nadar no lago com a criança. O garoto teria voltado à embarcação, mas sua mãe não o seguiu. Ele foi encontrado sozinho dormindo no barco.

Naya Rivera participou de The Royal Family, da rede CBS, ainda criança. Depois, fez participações em programas como “Um Maluco no Pedaço” e “Baywatch”. Em “Glee’, a atriz interpretou uma líder de torcida e apareceu em 113 episódios da série.

O tenso filme 7500 e uma excelente série que só tem no Amazon Prime Video

O Amazon Prime Video tem um acervo espetacular e, com mais intensidade, vem disponibilizando filmes e séries próprias novos. Dois títulos recentes valem um espiada. A dica e o texto de Despachos de Outro Lugar é da minha colega de redação Helena Galante, editora da revista e do site Veja São Paulo e apresentadora do podcast Jornada da Calma. A minha sugestão é o tenso filme 7500.

> “Onde está a magia da vida quando estamos presos em um cotidiano entediante? A série Despachos de Outro Lugar (Dispatches from Elsewhere) conta a história de Peter (Jason Segel, também produtor), Simone (Eve Lindley), Janice (Sally Field) e Fredwynn (André Benjamin). Suas rotinas não têm nada em comum, exceto o fato de todos terem sido fisgados por pistas que os levam a uma espécie de caça ao tesouro repleta de grafites deslumbrantes, flashmobs, teorias da conspiração e engenhocas fantásticas. Líder do misterioso Instituto Jejune, Octavio (Richard E. Grant) é também o narrador, responsável por salientar quanto é a nossa atenção, o jeito de observar, que revela a beleza ou a monotonia das cenas. Parece confuso — e é. Mas a identificação com os personagens e os questionamentos existenciais fazem de cada um dos dez episódios uma aventura irresistível. Helena Galante.

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É muito bem-vinda a estreia em longa-metragem do diretor alemão Patrick Vollrath. Talentoso e minimalista, ele tira leite de pedra no angustiante suspense dramático 7500, tendo em mãos um roteiro (também de sua autoria) simples. Um avião que sai de Berlim em direção a Paris é sequestrado por um grupo de homens armados com cacos de vidro. Na cabine, único cenário do filme, o piloto é ferido e o controle fica a cargo do copiloto, interpretado por Joseph Gordon-Levitt (foto). Sabe-se pouco sobre os criminosos muçulmanos e os passageiros nem aparecem em cena. A ação e a tensão são totalmente concentradas no mesmo lugar e no protagonista, indeciso nas medidas drásticas que precisa tomar.

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Netflix: três séries com as competições mais inusitadas

Certamente, você deve ter visto alguma série de competição na Netflix. Há muitos programas do gênero voltados para a gastronomia, por exemplo. Mas eu prefiro outros tipos de competição, digamos as mais exóticas. Abaixo, você confere três delas. São disputas que envolvem floristas, artistas que trabalham com modelagem de vidro e até quem transformou seu imóvel no melhor “hotel” para aluguel de temporada.

Batalha das Flores > Dez duplas concorrem a um prêmio muito especial: fazer uma escultura floral no Jardim Botânico Real de Kew. Na série inglesa, eles têm, em geral, catorze horas para confeccionar inusitados arranjos com flores e plantas. Nos dez episódios, há deslumbrantes criações, com cerca de 2,5 metros de altura, de insetos, vestidos de alta-costura, tronos, criaturas marinhas e seres fantásticos. No derradeiro capítulo, os três pares finalistas devem construir, em dois dias, obras inspiradas nos contos de fada João e Maria, Rapunzel e João e o Pé de Feijão. Muitos deles trabalham no ramo, mas outros atuam em diversas áreas, como fotografia, moda e serralheria. A decisão de escolher o melhor trabalho é do florista americano Kristen Griffith-VanderYacht.

Instant Hotel > O Airbnb popularizou o aluguel de imóveis para temporada e o programa australiano surfou na onda. Na primeira temporada, de 2017, cinco duplas (que podem ser casais, amigos ou parentes) disputam quem tem o melhor instant hotel. Os próprios candidatos são os hóspedes e dão notas para o espaço, a localização e as atrações no entorno, o custo-benefício e o conforto na hora de dormir. O prêmio é uma hospedagem na casa de uma estrela hollywoodiana em Los Angeles. Na segunda (e melhor) temporada, de 2019, são apenas quatro pares e 100 000 dólares para o par vencedor. Além de conhecer as preferências e os gostos dos anfitriões, a série dá toques importantes de recepção aos convidados e de decoração e percorre praias, desertos e centros urbanos da Austrália.

Vidrados > Num galpão nos Estados Unidos, dez artistas de várias partes do país que trabalham com modelagem de vidro participam de uma competição literalmente quente e delicada. Para receberem o prêmio de 60  000 dólares e uma residência no Corning Museum of Glass, no Estado de Nova York, eles devem fazer esculturas extremamente criativas para passar pelo crivo dos jurados. O tempo, em geral, é de quatro horas para desenhar, confeccionar e apresentar obras inspiradas em comidas, luminárias, robôs, pop art e o corpo humano. A final é a cereja do bolo: os dois finalistas devem montar uma exposição com vários objetos — e a disputa é bem acirrada.

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Netflix, Amazon e HBO: 6 séries sobre crises e transformações dos jovens

Vi Master of None, que eu adoro, e Modern Love, e o Saulo Yassuda, meu colega de redação e repórter de bares da Vejinha, me ajudou a fazer e a escrever esta lista bem bacana sobre “jovens adultos”, que estão naquela “idade da incerteza” e são muito bem traduzidos nos personagens das seis séries abaixo.

Girls > Quatro amigas bem diferentes entre si vivem seus 20 e poucos anos em Nova York. Criadora da série ganhadora de dois prêmios no Globo de Ouro em 2013, Lena Dunham interpreta Hannah, uma recém-formada que sonha em se tornar escritora. Sua imaturidade e seus problemas de autoestima (cativantes, até) rendem boa parte dos dramas — e dos risos — da trama, junto com os das amigas Marnie (Allison Williams), que busca seu lugar no mundo, Jessa (Jemima Kirke), difícil mais impulsiva, e Shoshanna (Zosia Mamet), bobinha mas nem tanto. Revelado no seriado, o ator Adam Driver interpreta o namorado de Hannah. HBO GO.

Master of None > Dev (Aziz Ansari) é um ator de 30 anos que quer se dar bem na morna carreira e também com as mulheres. Em duas temporadas, vemos os erros e os acertos do protagonista e discussões sobre temas como o racismo (Dev/Aziz tem família de origem indiana), ao lado de amigos cheios de personalidade. A série venceu três Emmy e um Globo de Ouro, este pela atuação do comediante, também cocriador. No stand-up Aziz Ansari: Right Now, Ansari fala sobre uma acusação de assédio sexual. Netflix.

Todxs Nós > Aos 18 anos, Rafa (Clara Gallo), de gênero não binário (não se identifica como mulher nem como homem) se desentende com o pai, no interior. Busca, então, refúgio na casa de Vini (Kelner Macêdo), o divertido primo gay, que mora em São Paulo. Ele divide o apê com a melhor amiga, Maia (Julianna Gerais), feminista, vegana e funcionária de uma startup. Ainda que esquemáticos, os personagens ajudam a levantar discussões atuais a respeito de identidade de gênero, racismo e feminismo, sem perder o poder de entreter. A produção brasileira da HBO, dirigida por Vera Egito e Daniel Ribeiro e lançada recentemente, diverte ao mostrar como essa turminha enfrenta os problemas do cotidiano tendo a metrópole como cenário. HBO pelo NOW ou HBO GO.

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Please Like Me > Josh, interpretado pelo comediante Josh Thomas, também criador da série, parece ter bom coração. Mas é egoísta, excêntrico e, muitas vezes, solta verdades pontiagudas. Ele mostra, no decorrer de quatro temporadas, suas inseguranças e trapalhadas ao se relacionar com a mãe depressiva, Rose (Debra Lawrance), com o melhor amigo engraçado, Tom (Thomas Ward), com o namorado que sofre de ansiedade, Arnold (Keegan Joyce)… A série se passa em Melbourne, na Austrália, o que dá um inusitado colorido local à trama. Netflix.

Modern Love > Inspirada em artigos do The New York Times, a série tem oito episódios curtos (cerca de meia hora cada um) e elenco bacana. Relacionamentos afetivos de várias formas são ambientados em Nova York. Dois deles se destacam. Anne Hathaway (foto) dá vida a uma advogada bipolar que tem dificuldade de achar um parceiro e o personagem de Dev Patel é o criador de um app de paquera que teve uma desilusão amorosa. Ainda que tenha uma resolução insatisfatória, a história da garota que, embora se insinue para o patrão, quer apenas amizade com um cara mais velho também traz à tona um conflito dos tempos modernos. Amazon Prime Video.

Looking > Parece uma versão gay de Sex and The City. A história, que tem duas temporadas e um longa-metragem, gira em torno de três amigos que vivem seus draminhas amorosos-sexuais-profissionais em São Francisco. Patrick (Jonathan Groff) é um designer de jogos e fica divido entre dois casos: com o chefe casado e com um barbeiro. Patrick mora com um amigo, o assistente de artista Augustín (Frankie J. Alvarez), que enfrenta problemas com um relacionamento antigo. Dom (Murray Bartlett), o mais velho da trupe, prestes a completar 40 anos na primeira temporada, sonha em abrir um restaurante e se envolve com o possível investidor. HBO GO e HBO pelo NOW.

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