Casal projeta desenhos de crianças em parede de 36 metros quadrados

Há 103 noites ininterruptas Juliana Cretella e Alberto Zanella vêm projetando frases e imagens em uma parede de cerca de 36 metros quadrados em frente ao seu apartamento, na Consolação.

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O projeto #falandopelasparedes tem uma versão dedicada às crianças, transmitida aos domingos. No paredão, os desenhos são animados pelo casal e surgem acompanhados do significado da arte para o autor mirim, creditado com o primeiro nome e idade. As projeções são compartilhadas no perfil no Instagram @projetofalandopelasparedes. Os desenhos podem ser enviados para o e-mail falandopelasparedes@gmail.com.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 8 de julho de 2020, edição nº 2694.  

Artista lança HQ sobre transmasculinidade e lesbianidade

Lino Arruda, de 34 anos, é o autor de Monstrans: Experimentando Horrormônios, cuja capa você vê acima. A revista de história em quadrinhos, com previsão de lançamento para 2021, foi comissionada pelo Itaú Cultural. “É um projeto autobiográfico, que relaciona deficiência, transmasculinidade e lesbianidade a partir da figura do monstro”, elucida ele, que detalha seu método de trabalho no perfil @monstrans_HQ.

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No seu site linoarruda.com, ele dá um novo passo na abordagem da transexualidade. “Quero ir além do discurso clássico, de que sou um homem preso no corpo de mulher. Falar isso é defender que nascemos com identidades coerentes e fixas, o que nem sempre acontece”, conclui ele.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 8 de julho de 2020, edição nº 2694.  

Fotógrafo paulistano registra grafites em fachadas de salões de beleza

Estilo em extinção na cidade, as ilustrações feitas em fachadas de salões de beleza são registradas desde 2015 pelo fotógrafo Marcelo Garcia, 51, que reuniu parte do acervo no inédito Segunda Não Abre, livro em processo de financiamento coletivo. “Dirigindo pela cidade, as pinturas chamaram minha atenção e quando vi já tinha mais de 200 fotos”, revela. Morador da Lapa, Marcelo descobre boa parte dos grafites em bairros periféricos, como Vila Brasilândia e Jardim Ângela, muitas vezes em comércios instalados em garagens. “Encontro coisas bem feitas e erros impressionantes também, mas admiro o artista comercial que trabalha sem ter as melhores ferramentas”, elogia. “A pessoa aprende enquanto faz e as portas corrediças são uma superfície difícil de trabalhar.” Garcia publica no Instagram do projeto alguns desses achados – tanto os erros como os acertos. “Com as versões digitais feitas em gráficas, essa é uma forma de expressão artística popular que está desaparecendo.

Fotógrafo Marcelo Garcia registra ilustrações de salões de beleza desde 2015Vera Almeida/Reprodução

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Publicado em VEJA SÃO PAULO de 8 de julho de 2020, edição nº 2694.